O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (17), que pretende responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros por meio de uma “guerra da narrativa” e da “verdade”. A declaração foi feita após o governo norte-americano anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre itens exportados pelo Brasil.
Segundo Lula, a estratégia do governo brasileiro será apresentar à comunidade internacional sua versão sobre o impasse comercial e defender a posição do país diante das medidas adotadas pelos Estados Unidos.
“Eu já falei três vezes para o presidente Trump que o Brasil não tem nenhum interesse de fazer guerra, nós aqui somos da paz. Agora a guerra que quero fazer com ele é a guerra da narrativa, é a guerra da verdade. Eu quero provar ao mundo quem está falando a verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e EUA. Ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, que é a arma da palavra”, declarou o presidente.
Lula afirmou ainda que o governo pretende rebater informações que considere equivocadas sobre a relação comercial entre os dois países e disse que o Brasil responderá ao episódio por meio do diálogo e da defesa de seus interesses.
“O Brasil vai mostrar que contra o nosso país ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”, acrescentou.
Durante a manifestação, o presidente também reforçou o discurso de defesa da soberania nacional e afirmou que o país não aceitará o que classificou como desrespeito por parte de outras nações.
“Esse país precisa estar de cabeça erguida, porque esse país não aceita que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Queremos respeito da mesma forma que damos respeito para todo mundo”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos, após o anúncio das novas tarifas sobre produtos brasileiros. O governo federal tem buscado alternativas diplomáticas para discutir o tema, enquanto integrantes da equipe econômica avaliam os possíveis impactos da medida sobre setores exportadores e as relações comerciais entre os dois países.


