Comandante dos Bombeiros descarta risco de explosão e diz que tanque segue monitorado

Comandante disse que equipes trabalham para interromper completamente a liberação do produto.

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O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Muniz, afirmou nesta sexta-feira, 17m que o vazamento de vapores de estireno registrado na fábrica da Innova, no Distrito Industrial de Manaus, apresenta redução gradual e que as equipes trabalham para interromper completamente a liberação do produto.

A declaração foi dada durante entrevista à imprensa, quando o comandante atualizou o andamento da operação iniciada logo após o incidente.

Segundo o coronel Muniz, o Corpo de Bombeiros permanece mobilizado desde o momento da ocorrência e entrou no segundo dia de atuação contínua no local.

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“O Corpo de Bombeiros está na resposta desde o momento da ocorrência. Estamos entrando agora no segundo dia de atendimento, e estamos em uma curva decrescente de gases que estão sendo liberados”, afirmou.

De acordo com o comandante, a principal estratégia adotada pelas equipes é o resfriamento constante do tanque onde ocorreu o vazamento, medida considerada fundamental para conter definitivamente o problema.

“Nós estamos fazendo uma contenção bem robusta no que tange ao resfriamento do tanque. Essa é a medida adequada para efetivamente a gente estancar 100% o vazamento”, explicou.

Bombeiros descartam vazamento de efluentes

Durante a coletiva, o comandante também negou informações de que a água utilizada na operação estaria contaminando áreas próximas à indústria.

Segundo ele, todo o líquido empregado no resfriamento permanece contido dentro da estrutura de segurança da própria fábrica.

“Todo efluente, toda água que está sendo utilizada, está contida nos diques, no entorno dos tanques. Então não existem rachaduras e efluentes sendo despejados no entorno da fábrica. Isso não procede”, destacou.

Risco de explosão é descartado

O coronel Muniz também afirmou que, no momento, não há risco de explosão no tanque.

Segundo ele, as válvulas de segurança foram acionadas, reduzindo a pressão interna da estrutura.

“Possibilidade de explosão também não, porque as escotilhas das válvulas de segurança foram liberadas e a pressão interna do tanque baixa”, disse.

Monitoramento continua

O comandante informou que as equipes seguem trabalhando para alcançar o estancamento definitivo do vazamento e que novas reuniões técnicas serão realizadas para reavaliar continuamente a situação.

“Nós estamos trabalhando, agora nesse momento, já para caminhar para o estancamento final. Faremos novas reuniões de reanálises. Nesse momento as nossas equipes estão monitorando as empresas no entorno do local do incidente”, concluiu.

Desde o vazamento, órgãos estaduais mantêm um gabinete de crise para acompanhar a ocorrência, monitorar a qualidade do ar e avaliar as condições de segurança para a retomada das atividades nas empresas localizadas nas proximidades da fábrica.

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