PF prevê gastar R$ 95 milhões com segurança de presidenciáveis nas eleições de 2026

Blindados, sistemas antidrones e kits antibombas integram plano da PF para eleições de 2026

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A Polícia Federal (PF) estima investir cerca de R$ 95 milhões na operação de segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026. O esquema deverá atender até dez candidaturas e começará a ser disponibilizado a partir da próxima segunda-feira (20), após a homologação dos nomes nas convenções partidárias e mediante solicitação dos próprios candidatos.

De acordo com a corporação, os recursos serão destinados à mobilização de equipes especializadas, aquisição de equipamentos e estrutura logística voltada à proteção dos presidenciáveis durante a campanha eleitoral.

Entre os itens previstos no planejamento estão veículos blindados, coletes balísticos, equipamentos de proteção de alto desempenho, sistemas antidrones e kits antibombas, que poderão ser empregados conforme a necessidade identificada em cada candidatura.

Segundo a Diretoria de Proteção à Pessoa da PF, o esquema será elaborado de forma individualizada, levando em consideração fatores como o histórico de ameaças contra cada candidato, o contexto regional e as características dos eventos de campanha. Apesar disso, a instituição afirma que todas as candidaturas receberão tratamento isonômico, com aplicação dos mesmos critérios técnicos para definição das medidas de segurança.

No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que poderá disputar a reeleição, a proteção continuará sendo realizada de forma integrada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Para atender à demanda das eleições, a Polícia Federal informou que capacitou mais de 600 profissionais entre 2025 e 2026 para atuar na proteção de autoridades e candidatos. Desse total, até 458 servidores poderão ser mobilizados durante o período eleitoral.

As operações serão coordenadas pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, responsável pelo monitoramento em tempo real das equipes de segurança e das agendas dos candidatos, permitindo respostas rápidas diante de eventuais situações de risco.

A PF também informou que a atuação será integrada com as forças de segurança estaduais e municipais, buscando garantir a proteção dos candidatos sem comprometer o andamento das atividades de campanha.

Entre os pré-candidatos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que não utilizará a estrutura disponibilizada pela Polícia Federal. Segundo a assessoria do parlamentar, ele optou por manter a equipe de segurança da Polícia do Senado, responsável por sua proteção em razão do exercício do mandato.

*Com informações da CNN

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