Flávio Bolsonaro compara situação do ex-presidente a “ser enterrado vivo” após decisão de Moraes

Senador Flávio Bolsonaro critica decisão do STF sobre visitas ao ex-presidente

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou nesta sexta-feira (17) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de receber visitas por 30 dias, exceto de advogados e médicos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio classificou a medida como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”. O parlamentar também fez duras críticas ao ministro do STF ao comentar as novas restrições impostas ao pai.

“O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra e tá tomando chute na cara de Moraes. Hoje, foi mais um bico na boca”, afirmou o senador na gravação.

Restrição foi ampliada após divulgação de carta

A nova decisão foi tomada por Alexandre de Moraes após o ex-presidente divulgar uma “Carta aos Brasileiros”, lida por Flávio Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

Segundo o ministro, a manifestação pública representou descumprimento das condições impostas no regime de prisão domiciliar, motivo pelo qual determinou o endurecimento das medidas cautelares.

Com a decisão, Jair Bolsonaro ficará impedido de receber visitas durante 30 dias, sendo autorizados apenas atendimentos de advogados constituídos e profissionais de saúde.

PGR apontou descumprimento das medidas

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou no caso, sustentando que a divulgação da carta configurou violação das restrições estabelecidas pelo Supremo.

Para o órgão, o fato de o conteúdo ter sido apresentado ao público por meio de uma transmissão realizada por Flávio Bolsonaro demonstra o descumprimento das determinações judiciais impostas ao ex-presidente.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação pelo STF no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O caso segue sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.

*Com informações da CNN

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