O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, voltou a criticar a complexidade do sistema tributário brasileiro ao classificá-lo como um “manicômio tributário”. A declaração foi feita neste sábado (20), durante participação em um evento do setor ferroviário em Dom Aquino (MT).
A fala ocorre em meio ao avanço da reforma tributária aprovada no Congresso Nacional durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerada pelo governo uma das principais medidas para destravar o crescimento econômico do país.
Sistema tributário é apontado como entrave econômico
Durante o evento, Alckmin destacou que a estrutura tributária brasileira atual é um dos principais obstáculos para a competitividade nacional. Segundo ele, a quantidade de regras, exceções e tributos sobrepostos cria insegurança jurídica e dificulta a tomada de decisão de investidores.
Além disso, o vice-presidente afirmou que esse cenário contribui diretamente para o aumento do chamado “custo Brasil”, encarecendo a produção e reduzindo a atratividade do país no cenário global.
Reforma tributária é aposta para reduzir burocracia
A reforma tributária, segundo o governo federal, busca simplificar a cobrança de impostos, unificando tributos e reduzindo distorções históricas do sistema.
Alckmin reforçou que a mudança deve melhorar o ambiente de negócios e facilitar a entrada de investimentos estrangeiros, especialmente em setores produtivos e de infraestrutura.
O objetivo central da proposta é tornar o sistema mais transparente, previsível e eficiente, reduzindo a burocracia enfrentada por empresas de diferentes portes.
Projeções apontam crescimento econômico de longo prazo
O vice-presidente também apresentou projeções otimistas sobre os impactos da reforma tributária na economia brasileira. De acordo com os dados mencionados, as mudanças podem gerar efeitos significativos ao longo dos próximos anos.
Entre os principais indicadores estimados estão:
- Crescimento de até 12% do PIB em 15 anos
- Aumento de 14% no volume de investimentos
- Expansão de 17% nas exportações líquidas
Os números reforçam a expectativa do governo de que a reforma funcione como um motor de desenvolvimento econômico sustentável no médio e longo prazo.
Redução do “custo Brasil” como prioridade estratégica
Outro ponto central do discurso foi a necessidade de reduzir o chamado “custo Brasil”, conjunto de fatores estruturais que encarecem a produção e dificultam a competitividade empresarial.
Entre esses fatores estão a alta complexidade tributária, a burocracia excessiva e a insegurança regulatória, que, segundo o governo, limitam o potencial de crescimento econômico do país.
Implementação ainda depende de regulamentação
Apesar da aprovação da reforma tributária no Congresso, a implementação completa ainda exige etapas de regulamentação e adaptação por parte de estados, municípios e setor produtivo.


