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domingo, setembro 20, 2026
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Investimentos em minerais estratégicos podem gerar 750 mil empregos no Brasil, aponta estudo

A projeção faz parte de um estudo divulgado pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio)

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O aumento dos investimentos na produção de minerais críticos e terras raras no Brasil pode gerar até 750 mil empregos e acrescentar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do país até 2050. A projeção faz parte de um estudo divulgado pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio).

Os chamados minerais críticos são matérias-primas essenciais para a fabricação de baterias, carros elétricos, turbinas eólicas, celulares, computadores e outros equipamentos tecnológicos. Entre eles estão lítio, cobre, níquel, cobalto, grafita e terras raras.

No primeiro, a maior parte dos investimentos viria de empresas brasileiras, e os minerais continuariam sendo exportados quase sem processamento. Nesse caso, o impacto estimado seria de R$ 128,7 bilhões no PIB e a criação de cerca de 304 mil empregos.

Já no segundo cenário, considerado mais favorável, haveria maior participação de investidores estrangeiros e mais processamento dos minerais dentro do Brasil, permitindo que a indústria nacional utilizasse esses materiais na fabricação de produtos de maior valor agregado. Nessa hipótese, o impacto econômico chegaria a R$ 192,1 bilhões no PIB, com 750 mil novos empregos.

Segundo o estudo, essa estratégia poderia acrescentar R$ 63,4 bilhões extras à economia em relação ao primeiro cenário, além de aumentar o consumo das famílias em R$ 32,3 bilhões e os investimentos em R$ 16,1 bilhões.

Os estados com maior potencial de crescimento econômico são aqueles que concentram atividades de mineração, como Pará, Bahia, Goiás, Piauí e Minas Gerais. Já o fortalecimento da indústria de processamento beneficiaria principalmente Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

A pesquisa também indica que alguns setores industriais podem crescer com a expansão da cadeia de minerais estratégicos. Entre eles estão a fabricação de máquinas e equipamentos elétricos, máquinas para mineração, automóveis e equipamentos mecânicos.

O estudo foi elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da U.S. Chamber of Commerce e de empresas do setor.

Para chegar às estimativas, os pesquisadores analisaram projetos de investimento previstos e a demanda mundial por minerais usados em tecnologias ligadas à transição energética, como baterias, veículos elétricos, turbinas de energia e equipamentos eletrônicos.

(*)Com informações do InfoMoney

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