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segunda-feira, setembro 21, 2026
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Faltam 13 dias: pesquisas, decisões judiciais e agendas aquecem disputa pelo Governo do Pará

Levantamentos apresentam cenários diferentes entre Hana Ghassan e Dr. Daniel; substituições de candidatos e decisões da Justiça Eleitoral também marcam a reta final

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Capa elaborada com auxílio de Inteligência Artificial (IA)

Faltam 13 dias para o primeiro turno das Eleições 2026. No Pará, seis nomes aparecem na disputa pelo governo, mas o cenário permanece marcado por divergências entre pesquisas, mudanças nas chapas e processos ainda acompanhados pela Justiça Eleitoral.

A votação será realizada em 4 de outubro. Até lá, os candidatos intensificam caminhadas, reuniões, entrevistas, gravações para o horário eleitoral e viagens ao interior para ampliar o contato com os eleitores.

Disputa pelo governo em resumo

  • Primeiro turno: 4 de outubro;
  • Seis nomes apresentados: Araceli Lemos, Dr. Daniel Santos, Gal Leite, Hana Ghassan, Ruth Reis e Well Macêdo;
  • Principais adversários nas pesquisas: Dr. Daniel e Hana Ghassan;
  • Quatro chapas originalmente deferidas: Araceli, Dr. Daniel, Gal Leite e Hana;
  • Duas chapas passaram por substituições: Democrata e PSTU.

Quem disputa o Governo do Pará

Hana Ghassan, do MDB, assumiu o Governo do Pará em abril e disputa a continuidade da atual gestão. O candidato a vice é Dirceu Ten Caten, do PT.

Dr. Daniel Santos, do Podemos, é ex-prefeito de Ananindeua e tenta apresentar sua experiência administrativa como alternativa ao grupo que atualmente controla o governo estadual. A vice é Ellayne D’Almeida, do PL.

Araceli Lemos representa o PSOL e tem Fátima Santana como candidata a vice-governadora. Gal Leite concorre pela Unidade Popular, ao lado de Karen Suellen.

No PSTU, Well Macêdo assumiu a candidatura ao governo depois da renúncia de Cléber Rabelo. Seu Alex passou a integrar a chapa como candidato a vice.

No Democrata, Ruth Reis substituiu José Moita, que também renunciou. Márcia Carvalho foi apresentada como candidata a vice-governadora.

As substituições explicam por que pesquisas e listas divulgadas anteriormente ainda podem apresentar os nomes de Cléber Rabelo ou José Moita.

Pesquisas apresentam cenários diferentes

Os dois levantamentos mais recentes disponíveis até 19 de setembro mostram uma disputa concentrada entre Dr. Daniel e Hana Ghassan, mas apontam lideranças diferentes.

Na pesquisa Veritá, registrada sob o número PA-07017/2026, Dr. Daniel aparece com 56,2% das intenções de voto. Hana Ghassan registra 38,9%, enquanto Araceli Lemos tem 2,9%.

O instituto entrevistou 1.525 eleitores. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Já a pesquisa Real Time Big Data, registrada sob o número PA-00415/2026, apresenta Hana Ghassan na liderança, com 40%. Dr. Daniel aparece com 35%, seguido por Araceli, com 3%. Os demais nomes somam 1%.

Votos brancos e nulos representam 8%, enquanto 13% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

As pesquisas retratam momentos e metodologias diferentes. Por isso, os resultados não devem ser comparados como se fossem uma sequência direta da movimentação do eleitorado.

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Registros e decisões da Justiça Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará informou que analisou 791 processos de registro de candidatura dentro do prazo eleitoral. O número inclui pedidos coletivos, vagas remanescentes e substituições.

Ao todo, o tribunal apreciou 11 impugnações e uma notícia de inelegibilidade. Considerando todos os cargos em disputa, 89,6% dos pedidos foram aprovados.

Na corrida pelo governo, os registros de Hana Ghassan, Dr. Daniel Santos, Araceli Lemos e Gal Leite foram deferidos.

Well Macêdo também teve o registro deferido após substituir Cléber Rabelo na chapa do PSTU.

A situação de Ruth Reis exige atenção. Na consulta utilizada para esta matéria, a candidata aparecia com o pedido de registro indeferido e ainda sujeito a recurso. Enquanto houver possibilidade de contestação, o quadro poderá sofrer nova alteração.

O eleitor pode acompanhar as atualizações pelo DivulgaCandContas, sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral.

Campanhas avançam pelo interior

Com a aproximação da votação, as campanhas ampliaram as atividades fora da Região Metropolitana de Belém.

Hana Ghassan e Dr. Daniel intensificaram compromissos no sul e no sudeste do estado, regiões consideradas estratégicas pela quantidade de eleitores e pelo peso de setores como mineração, agronegócio e produção rural.

As agendas incluem caminhadas, reuniões com lideranças, entrevistas, encontros com apoiadores e gravações de conteúdos para televisão e redes sociais.

Entre os temas apresentados pelas campanhas estão saúde, segurança pública, infraestrutura, geração de empregos, abastecimento de água e desenvolvimento regional.

A ausência de Hana e Dr. Daniel em debate promovido pela TV Norte/SBT também abriu espaço para os candidatos com menor presença nas pesquisas. Durante o encontro, Araceli Lemos, por exemplo, defendeu o cancelamento de concessões na área do abastecimento de água.

Estratégias para os últimos dias

Hana Ghassan concentra sua campanha na defesa da continuidade administrativa, na exposição das ações do governo e no apoio de uma ampla aliança política.

Dr. Daniel tenta se apresentar como principal alternativa de mudança. A campanha explora sua experiência à frente da Prefeitura de Ananindeua e busca consolidar apoios nos municípios do interior.

Araceli Lemos, Gal Leite, Well Macêdo e Ruth Reis utilizam debates, entrevistas e redes sociais para ampliar a visibilidade e tentar romper a concentração da disputa nos dois primeiros colocados.

Para essas candidaturas, os últimos dias serão decisivos para apresentar propostas, aumentar o conhecimento dos nomes e conquistar eleitores que ainda não definiram o voto.

A divergência entre as pesquisas recomenda cautela na leitura do cenário. Até 4 de outubro, novas agendas, decisões judiciais e levantamentos eleitorais ainda poderão alterar a fotografia da disputa pelo Governo do Pará.

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