O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou que, em um eventual segundo turno, apoiará o candidato que estiver na disputa contra o PT. Durante entrevista à Rádio Itatiaia, o ex-governador de Minas Gerais também fez críticas ao partido e sugeriu que pessoas que acreditam nas propostas petistas deixassem o Brasil para viver na Venezuela ou em Cuba. A declaração ocorreu após Zema ser questionado sobre a possibilidade de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um segundo turno.
“Eu estarei com quem estiver contra o PT”, declarou Zema. Na sequência, o candidato associou o partido a problemas como corrupção, má gestão e populismo e afirmou que Venezuela e Cuba seriam referências para a legenda. As declarações representam a avaliação política do candidato do Novo sobre o PT e os dois países.
Críticas ao reajuste do Bolsa Família
Durante a entrevista, Zema também criticou o reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, anunciado pelo governo federal na quinta-feira (17). O aumento eleva o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio estimado de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a valer na folha de outubro.
Zema classificou a decisão como “oportunismo” e atribuiu ao reajuste uma motivação eleitoral, avaliação que é contestada pelo governo. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a atualização corresponde à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026 e é a primeira correção inflacionária desde a retomada do atual formato do programa, em 2023.
“[O governo Lula] está aí, mais uma vez, em véspera de eleição, querendo fazer canetada, falando que está do lado do povo”, afirmou Zema. O candidato disse defender políticas que, na avaliação dele, reduzam a dependência dos beneficiários em relação aos programas de transferência de renda.
Zema propõe mudanças no programa
O candidato do Novo afirmou ainda que pretende rever as regras do Bolsa Família caso seja eleito presidente. Segundo Zema, a intenção seria criar mais mecanismos para estimular a saída dos beneficiários do programa e sua entrada no mercado de trabalho.
Entre as propostas apresentadas, Zema defendeu que beneficiários que não tenham responsabilidades de cuidado com crianças, idosos ou pessoas com deficiência sejam vinculados a atividades de qualificação ou estudo para permanecer no programa. Ele também propôs o pagamento de R$ 5 mil para quem conseguir emprego formal e deixar o Bolsa Família.
As medidas apresentadas por Zema são propostas de campanha e dependeriam, caso ele fosse eleito, das regras legais e orçamentárias aplicáveis para serem implementadas.





