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sábado, setembro 19, 2026
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Mensagens da PF apontam contatos entre Gonet e Vorcaro; PGR contesta relatório

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Mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e controlador do Banco Master, mostram contatos entre ele e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, intermediados pelo advogado Ciro Soares. O conteúdo foi divulgado em 1º de setembro, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de um relatório da PF.

O relatório reúne conversas ocorridas entre 2024 e 2025 e menciona ligações, encontros e possíveis viagens. Em uma das mensagens, de março de 2025, Ciro Soares envia a Vorcaro uma foto ao lado de Gonet e diz que o procurador queria falar com o banqueiro. Na sequência, segundo o relatório, foram registradas quatro chamadas entre Vorcaro e o advogado.

Outras mensagens citadas pela PF fazem referência a uma viagem a Londres. Segundo o relatório, Ciro encaminhou a Vorcaro mensagens atribuídas a Gonet sobre a viagem, incluindo uma referência à possibilidade de levar o filho do procurador. Em outro trecho, aparecem conversas sobre charutos e o uísque Macallan. Uma foto de Gonet ao lado de Vorcaro em Londres também foi localizada no celular do ex-banqueiro.

Em abril de 2024, Ciro também escreveu a Vorcaro que “Gonet é firme” e mencionou uma suposta atuação do procurador em uma disputa envolvendo a presidência do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG). Já em abril de 2025, após uma reportagem sobre operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), o advogado informou a Vorcaro que estava a caminho da Procuradoria-Geral da República.

O que diz Gonet

Durante sessão do STF em 15 de setembro, Gonet negou ter tido relação de proximidade com Vorcaro. Segundo o procurador-geral, o único encontro presencial entre os dois ocorreu em abril de 2024, durante um evento com outras autoridades, e a única ligação entre eles teria sido breve e intermediada por um advogado.

Gonet também questionou a validade do relatório da PF. Segundo ele, uma investigação envolvendo integrante da Corte dependeria de autorização do plenário do STF e de iniciativa prévia da PGR ou da própria Polícia Federal.

A divulgação das mensagens passou a ser discutida no STF depois que Mendonça pediu que o caso fosse analisado pelo plenário. O julgamento começou em 15 de setembro, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. O Conselho Superior do Ministério Público Federal também marcou para 25 de setembro uma sessão para analisar o caso envolvendo Gonet e as mensagens relacionadas a Vorcaro.

(*)Com informações do O Globo

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