CCJ do Senado aprova isenção de armas e refrigerantes do Imposto Seletivo

Comissão também aprovou redução de 60% na alíquota sobre água mineral e inclusão da erva-mate na cesta básica com isenção de impostos

Por

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou mudanças na regulamentação da reforma tributária que retiram armas de fogo e bebidas açucaradas, incluindo refrigerantes, da lista de produtos sujeitos ao Imposto Seletivo (IS). As alterações foram aprovadas durante a análise do Projeto de Lei 68/2024, que estabelece as regras do novo sistema tributário.

A proposta de isentar as armas de fogo recebeu 16 votos favoráveis e 10 contrários. O requerimento foi apresentado pelo Partido Liberal (PL). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), líder da sigla, argumentou que a cobrança adicional poderia elevar ainda mais os preços de armas e munições, tornando os produtos inacessíveis.

O relator da proposta, senador Eduardo Braga (MDB-AM), havia defendido a manutenção das armas na lista de produtos tributados pelo Imposto Seletivo. Segundo ele, a retirada da cobrança representaria uma redução da carga tributária sobre esses itens. Braga afirmou, porém, que acompanharia a mudança para evitar questionamentos sobre possíveis interesses relacionados à Zona Franca de Manaus.

Outra alteração aprovada foi a retirada das bebidas açucaradas da cobrança do Imposto Seletivo. A proposta foi apresentada pelo PSD. O senador Omar Aziz (PSD-AM) defendeu a medida com o argumento de que bebidas desse tipo são consumidas principalmente pela população de baixa renda e questionou a diferença de tratamento em relação ao açúcar, que integra a cesta básica com isenção.

A comissão também aprovou a inclusão de biscoitos e bolachas de consumo popular entre os alimentos com redução de 60% na alíquota dos novos tributos.

Entre as demais mudanças, foi aprovada a inclusão da erva-mate na cesta básica nacional, garantindo isenção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A água mineral em embalagens de até 10 litros também recebeu tratamento diferenciado, com redução de 60% na alíquota.

A emenda sobre a água foi apresentada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), que defendeu o produto como um item essencial à saúde, especialmente em municípios com menor infraestrutura de abastecimento.

Com as alterações aprovadas na CCJ, o projeto seguiu para votação no plenário do Senado. Caso aprovado, o texto retorna à Câmara dos Deputados, onde os parlamentares deverão analisar as mudanças feitas pelos senadores.

Fique ligado em nossas redes

Você também pode gostar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -