Viagens de promotores aos EUA durante a Copa entram na mira da Corregedoria do MP

CNMP abre procedimento sobre diárias pagas a promotores em missão na Copa

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A Corregedoria Nacional do Ministério Público instaurou um procedimento administrativo para apurar o pagamento de quase R$ 30 mil em diárias e ajuda de custo destinadas a dois promotores de Justiça do Ceará que participaram de atividades relacionadas à Copa do Mundo de Futebol de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.

A medida foi determinada pelo corregedor nacional do Ministério Público, Fernando Comin, que solicitou esclarecimentos ao procurador-geral de Justiça do Ceará, Herbet Gonçalves Santos, sobre os detalhes da missão institucional desempenhada pelos integrantes do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

De acordo com as informações encaminhadas ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), os dois promotores receberam, juntos, R$ 29.836,98 para custear diárias e despesas relacionadas à viagem.

No ofício enviado ao MPCE, a Corregedoria requisitou uma série de documentos e informações sobre a participação dos membros na competição esportiva. Entre os dados solicitados estão os atos administrativos que autorizaram o deslocamento, a identificação dos participantes, os objetivos institucionais da missão, o período de afastamento das funções e o detalhamento dos gastos realizados.

Além disso, o órgão também quer acesso a eventuais relatórios, estudos, pareceres ou outros produtos institucionais elaborados em decorrência da participação dos promotores no evento internacional.

Ao justificar a abertura da apuração, Fernando Comin afirmou ser necessária a obtenção de informações oficiais para compreender as circunstâncias que motivaram a viagem, seus fundamentos administrativos e os custos envolvidos.

Em nota, o Ministério Público do Ceará informou que não houve qualquer irregularidade na participação dos promotores. Segundo o órgão, os integrantes designados para acompanhar a Copa do Mundo fazem parte de uma comissão vinculada ao Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), estrutura ligada ao Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público.

De acordo com o MPCE, a atuação dos representantes está relacionada ao acompanhamento de ações voltadas à segurança em grandes eventos esportivos, tema que integra as atribuições do grupo nacional.

A abertura do procedimento não representa conclusão sobre eventual irregularidade, mas tem como objetivo reunir informações e documentos que permitam à Corregedoria avaliar a legalidade, a pertinência institucional e a adequação dos gastos realizados com recursos públicos.

*Com informações do G1

Leia mais: TCE-AM suspende licitação de R$ 5,4 milhões da Prefeitura de Uarini por suspeitas de irregularidades

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