A sessão desta segunda-feira, 25, na Câmara Municipal de Manaus foi interrompida após professores e pedagogos da rede municipal realizarem uma manifestação durante a paralisação de advertência convocada pelo Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical).
O movimento faz parte da campanha salarial 2026 da categoria, que reivindica reajuste de 12%, manutenção da data-base no mês de maio, aumento de 50% no auxílio-localidade e outros pontos apresentados à Secretaria Municipal de Educação.
Segundo o diretor jurídico do sindicato, Lambert Melo, a proposta apresentada pelo município manteve a reposição inflacionária de 4,14%, percentual já analisado anteriormente pelos trabalhadores da educação.
De acordo com o AspromSindical, a nova proposta foi novamente recusada durante assembleia extraordinária realizada após a terceira rodada de negociações entre representantes da categoria e do município. O sindicato informou ainda que a mesa de negociação foi encerrada sem definição de nova data para continuidade das tratativas, o que motivou a paralisação realizada no turno da manhã.
Durante a mobilização, os profissionais da educação buscaram apoio dos vereadores para intermediar uma audiência com prefeitura municipal e contribuir para a retomada das negociações salariais. O protesto ocorreu na área externa da Câmara, em frente à Feira Coberta do Santo Antônio, reunindo dezenas de manifestantes.
Em seguida, um grupo de professores entrou no plenário da Casa Legislativa com os braços erguidos em sinal de manifestação, interrompendo momentaneamente a sessão parlamentar. Os participantes esperam utilizar a tribuna da Câmara para apresentar as reivindicações do magistério municipal e solicitar apoio institucional ao movimento.
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