Sem aval do partido, candidaturas ao “governo tampão” são rejeitadas pelo PT

O documento foi assinado pelo presidente estadual da legenda, Sinésio Campos, e foi enviado ao presidente da Casa, deputado Adjuto Afonso

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O Partido dos Trabalhadores no Amazonas formalizou, nesta semana, sua posição contrária às candidaturas apresentadas para a eleição do chamado “governo tampão” no estado. Em documento encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, o diretório estadual da sigla declarou não reconhecer como legítimos os nomes vinculados ao partido no processo.

O documento, assinado pelo presidente estadual da legenda, Sinésio Campos, foi enviado ao presidente da Casa, deputado Adjuto Afonso, para conhecimento institucional e eventuais desdobramentos no âmbito político.

De acordo com a resolução, não houve qualquer deliberação interna que autorizasse ou homologasse as candidaturas de Daniel Fabiano Soares de Araújo e Dayane de Jesus Dias. Com isso, o diretório afirma que os filiados não representam oficialmente o partido na disputa.

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A sigla reforçou que, conforme previsto em seu estatuto, toda candidatura deve passar por instâncias internas de discussão, aprovação e validação. A ausência desse trâmite, segundo o partido, inviabiliza qualquer tentativa de vinculação formal das candidaturas ao PT.

Além da questão política, o documento aponta possíveis infrações disciplinares, como atuação em desacordo com as diretrizes partidárias e manifestações públicas consideradas incompatíveis com a linha da legenda. Diante disso, foi determinada a abertura de procedimento preliminar para apuração dos fatos.

O Diretório Municipal de Manaus também foi acionado para adotar medidas cabíveis, que podem incluir a instauração de processo na Comissão de Ética e Disciplina Partidária, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A decisão evidencia o esforço do PT Amazonas em reafirmar a disciplina interna e o cumprimento das normas estatutárias, em meio a um cenário político marcado por disputas e articulações em torno da eleição indireta no estado.

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