Brasil tenta evitar novas taxações dos EUA em rodada de negociações

Negociação entre Brasil e EUA busca preservar fluxo de comércio bilateral

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O governo brasileiro e representantes dos Estados Unidos devem se reunir na próxima sexta-feira (12) para discutir os impactos das tarifas comerciais anunciadas pela gestão do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. O encontro ocorrerá de forma remota e integra as negociações abertas entre os dois países para tratar das medidas tarifárias que podem afetar setores estratégicos da economia nacional.

A delegação brasileira será liderada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa. Integrantes de outras áreas do governo federal também poderão participar das conversas, que ocorrem em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasília e Washington.

Do lado norte-americano, a reunião contará com a participação de Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. O encontro faz parte dos trabalhos de um grupo criado pelos dois governos para buscar alternativas às medidas anunciadas pela Casa Branca.

As negociações ganharam urgência após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) recomendar ao governo americano a aplicação de tarifas de até 25% sobre mercadorias brasileiras. A sugestão foi apresentada após uma investigação conduzida com base na chamada “Seção 301”, mecanismo utilizado pelos EUA para apurar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Entre os pontos questionados pelos norte-americanos estão políticas tarifárias brasileiras, sistemas de pagamento digital e questões relacionadas à agenda ambiental. O relatório também cita preocupações envolvendo barreiras comerciais e regulatórias adotadas pelo Brasil.

Nos bastidores, o governo brasileiro avalia possíveis respostas ao avanço das medidas tarifárias. A tendência, segundo fontes ligadas às negociações, é que o país mantenha sua posição em relação às acusações apresentadas pelos Estados Unidos, mas busque alternativas para reduzir os impactos econômicos de uma eventual taxação.

Uma das possibilidades em análise envolve ajustes na posição diplomática brasileira em discussões realizadas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente em temas relacionados ao comércio eletrônico, pauta considerada prioritária pela administração norte-americana.

A expectativa é que a reunião desta sexta-feira sirva para abrir um canal direto de negociação e evitar o agravamento das tensões comerciais entre os dois países. Os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais do Brasil, e a eventual aplicação das tarifas pode afetar setores exportadores e gerar reflexos na balança comercial brasileira.

*Com informações da CNN

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