O senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender a construção de uma aliança entre o Partido Liberal (PL) e a federação União Progressista (União Brasil-PP) para a disputa presidencial de 2026. A declaração foi feita nesta segunda-feira (20), durante a convenção estadual da federação em São Paulo, realizada na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), onde recebeu apoio formal à sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Em discurso, Flávio afirmou que a composição política firmada em São Paulo pode servir de modelo para uma aproximação entre as duas legendas em nível nacional.
“Essa coalizão que foi montada aqui é uma grande inspiração para nós também no âmbito nacional. Eu espero que muito em breve possamos também ter a federação junto conosco”, declarou.
O senador também destacou a proximidade histórica entre integrantes do PL e lideranças que hoje compõem o União Brasil, lembrando a incorporação do antigo PSL à legenda.
“As nossas histórias se casam. Por isso que eu fico tão à vontade aqui no evento do Progressistas e do União Brasil”, afirmou.
Nos bastidores, parlamentares paulistas da federação têm atuado para aproximar a direção nacional da União Progressista do projeto presidencial de Flávio Bolsonaro. Entretanto, segundo informações divulgadas pela CNN, a construção desse entendimento ainda depende da posição dos presidentes nacionais do Progressistas, senador Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda.
Durante a convenção, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, reforçou o apoio da ala paulista da federação ao nome de Flávio Bolsonaro e afirmou que o posicionamento do estado não ficará condicionado a uma eventual neutralidade da direção nacional.
“Com todo respeito à nossa direção nacional, mas, se existe uma possibilidade de neutralidade, pode saber que o estado de São Paulo não vai ficar neutro. É Flávio Bolsonaro”, disse.
O movimento ocorre em meio às negociações para a formação de alianças para as eleições de 2026. Enquanto o PL busca ampliar sua base de apoio para a disputa presidencial, dirigentes da União Progressista ainda discutem internamente qual posição o grupo deverá adotar no cenário nacional.
*Com informações da CNN
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