Moradores da comunidade Luz do Amanhecer, no bairro Tarumã-Açu, zona Oeste de Manaus, reagiram à operação de reintegração de posse realizada na manhã desta sexta-feira, 28, com a construção de barricadas e a queima de pneus para tentar impedir a entrada das forças de segurança.
A ação de reintegração, que seria em cumprimento da decisão judicial, está sendo realizada desde as primeiras horas da manhã e conta com a presença de agentes de segurança, que fizeram um cerco para remoção dos ocupantes. Moradores da localidade acompanharam apreensivos a ação desde a madrugada. O local é alvo de disputa por posse, o que motivou a intervenção das autoridades.
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De acordo com informações apuradas no local, a tensão aumentou por volta das 7h da manhã quando equipes policiais avançaram para cumprir a decisão judicial de desocupação da área. Em resposta, moradores bloquearam acessos à comunidade e atearam fogo em objetos, numa tentativa de conter a ação.
Vídeos compartilhados com exclusividade ao portal Manaós mostram momentos de confronto e correria na localidade, evidenciando o clima de tensão durante a operação. Nas imagens, é possível ver o fogo dos entulhos e a movimentação de moradores diante da presença policial.
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Ainda de acordo com os registros, mulheres e crianças também aparecem no local, acompanhando a movimentação e tentando impedir a progressão das equipes.
Gás de pimenta
Ainda segundo relatos, moradores denunciaram o uso de gás de pimenta por parte das forças de segurança durante a ação na comunidade.
Segundo relatos de pessoas que estavam no local, o uso do agente químico ocorreu mesmo com a presença de crianças na comunidade, o que aumentou o clima de desespero entre os moradores.
Vídeos encaminhados ao portal Manaós mostram momentos de tensão e correria. Nas imagens, é possível ouvir o relato de uma mulher: “Soltaram gás de pimenta, soltaram bomba na gente, na gente”. Em outro trecho, uma segunda moradora faz um apelo ao perceber a presença de menores: “Tem criança aqui, pelo amor de Deus”.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar do Amazonas (MPAM) e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para solicitar um posicionamento sobre a operação e aguarda retorno.


