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domingo, junho 16, 2024

Prefeito de Rio Preto da Eva é alvo da PF por fraudes em licitação e desvio de recursos públicos

A operação investiga as compras de medicamentos hospitalares e uma ambulância, no ano de 2020, pela prefeitura do município

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O prefeito Anderson Sousa, do município de Rio Preto da Eva, foi um dos alvos da Operação Emergência 192, da Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (28). Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na operação que combate crimes desvios de recursos públicos e fraude à licitação em contratos firmado pela Prefeitura do município, relacionados à compra de medicamentos hospitalares e uma ambulância, no ano de 2020.

Ao todo, 25 policiais federais participam da operação em Rio Preto da Eva, que cumpre cinco mandados de busca e apreensão em locais identificados durante as investigações. Duas prisões em flagrante foram feitas pela PF, além de apreensões de cinco armas de fogo, munições, documentos, aparelhos eletrônicos e artigos de luxo.

O trabalho policial se iniciou a partir de denúncia que inicialmente questionava a eficácia terapêutica dos medicamentos adquiridos por meio de dispensa de licitação. Adicionalmente, a denúncia levantou suspeitas sobre a idoneidade da empresa contratada, uma vez que sua atividade principal não está relacionada ao setor hospitalar, mas sim ao comércio varejista de materiais de construção.

Durante as investigações, foram apontados indícios de conluio, visto que as propostas apresentadas pelas empresas nas licitações continham similaridades textuais e erros ortográficos idênticos, o que sugere um acordo prévio para manipular o resultado dos processos licitatórios.

A PF verificou que os sócios das empresas concorrentes mantêm relações pessoais e de confiança entre si, incluindo relações afetivas e procurações outorgadas. Essas relações indicam a possível falta de competitividade e isenção nos processos licitatórios. Ainda, os sócios das empresas investigadas foram, em algum momento, assessores comissionados da Prefeitura de Rio Preto da Eva e possuem vínculos políticos e pessoais com outros sócios das empresas sob investigação.

A análise dos dados financeiros revelou saques fracionados e transferências suspeitas nas contas bancárias das empresas envolvidas, imediatamente após os pagamentos efetuados pela Prefeitura.

As medidas cautelares de busca e apreensão visam obter elementos que comprovem a prática dos crimes investigados, além de aprofundar a investigação sobre o destino dos recursos. Somadas, as penas dos crimes de fraude à licitação, peculato (desvio de recursos públicos) e associação criminosa podem ultrapassar 19 anos de reclusão.

O Portal O Convergente entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Rio Preto da Eva para pedir esclarecimentos. No entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto.

*Com informações da Polícia Federal

Leia mais: Rio Preto da Eva entra na lista de municípios que serão investigados por supostas irregularidades em recebimento de royalties

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Da Redação

Ilustração: Marcus Reis

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