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sábado, fevereiro 24, 2024

Ana Moser fala sobre possível saída do Ministério do Esporte

Ministra disse que decisão cabe ao presidente Lula, mas que seu foco é fazer do Brasil sede da copa do Mundo feminina em 2027

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Nesta quinta-feira (27), em São Paulo, a ministra do Esporte, Ana Moser, afirmou que não tem controle sobre uma possível saída do ministério. Segundo Ana Moser, essa possibilidade é uma “questão externa” e sendo assim o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, irá defini-la.

“Externamente, não tenho nenhum controle sobre [o assunto]. E internamente, tenho que manter o nosso trabalho”, disse. “Essa é uma questão externa, não tenho nenhum controle ou nada disso. Fui convidada pelo presidente Lula em dezembro [para ser ministra] e estou aqui. E, quando ele me desconvidar, eu saio”, acrescentou.

A princípio a ministra viajou para a Austrália e Nova Zelândia com o objetivo de acompanhar o início da Copa do Mundo Feminina de Futebol e para promover e costurar a candidatura do Brasil para sediar o evento em 2027.

Durante uma entrevista, Ana Moser destacou que ela está atualmente focada em direcionar a candidatura do Brasil para sediar a Copa do Mundo Feminina de Futebol e em apresentar, nos próximos dias, a Estratégia Nacional para o Futebol Feminino.

“[A Estratégia Nacional para o Futebol Feminino] é uma série de ações. São sete itens diferentes, com uma visão e diagnóstico do que é o contexto do futebol feminino no Brasil. E já dá para adiantar que os números são muito pequenos do que existe de ações, de times e de volume de futebol feminino no país”, adiantou.

Entre as ações que devem constar na estratégia, de acordo com a ministra, estão a construção de um calendário melhor e mais amplo, um número maior de investimento dos clubes para que haja mais atletas profissionais do que amadoras e o fomento para a construção de centros de formação e treinamento para mulheres.

 

Moser fala sobre candidatura

Sobre a Copa Feminina no Brasil, a ministra disse que a ideia é que ocorra em oito cidades sedes, ainda não definidas.

A princípio eles reaproveitarão a estrutura utilizada na Copa do Mundo Masculina de 2014.

“Muitos veem a candidatura brasileira com muita simpatia. E como argumentos para justificar a candidatura, temos exatamente a questão que é a infraestrutura. O Brasil tem uma infraestrutura além do que é necessária para receber [o evento], que foi construída para a Copa de 2014 e vem sendo mantida e ampliada. Temos estádios, hotéis, aeroportos. E é uma vontade e intenção do governo brasileiro, até pela experiência, fazer eventos que sejam positivos em todos os sentidos, que não tenham grandes gastos, que aproveitem a estrutura que já tem e que tirem o proveito de toda essa experiência”.

Em suma a definição sobre qual país abrigará a próxima Copa  acontecerá somente em maio do próximo ano pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).

E, até dezembro deste ano, informou a ministra, o país deve entregar a sua proposta de candidatura.

Leia mais: Lula conversa com primeiro-ministro espanhol e aposta na proximidade entre os países para acelerar acordo

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Edição: Hector Santana, com informações da Agência Brasil

Revisão: Vanessa Santos

Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil

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