O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um acordo-quadro com o Irã que prevê o encerramento das hostilidades entre os dois países e a retomada das condições anteriores ao conflito iniciado em fevereiro deste ano. O entendimento também estabelece o início de negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano.
Pelos termos do acordo, o Irã se compromete a diluir suas reservas de urânio altamente enriquecido. Em contrapartida, os Estados Unidos suspenderão sanções econômicas impostas a Teerã, permitindo que o país volte a comercializar petróleo livremente no mercado internacional.
A assinatura ocorreu na quarta-feira (17), durante um encontro entre Trump e o presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes, na França. O local tem relevância histórica por ter sediado importantes acordos internacionais ao longo dos séculos.
Segundo informações divulgadas por autoridades envolvidas nas negociações, o acordo entra em vigor imediatamente após a formalização pelas lideranças dos dois países. O entendimento foi mediado com apoio do Paquistão, cujo primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, confirmou a conclusão do pacto por meio das redes sociais.
O documento prevê um cessar-fogo permanente e estabelece um período de 60 dias para que Washington e Teerã avancem em um acordo definitivo sobre questões relacionadas ao programa nuclear iraniano. Apesar do entendimento, o governo norte-americano não descartou a possibilidade de retomar ações militares caso as negociações não avancem conforme o esperado.
As tratativas ocorreram sob forte sigilo diplomático. Autoridades dos Estados Unidos evitaram divulgar detalhes do conteúdo do acordo durante vários dias, mesmo após confirmarem que Trump e o vice-presidente JD Vance já haviam assinado uma versão digital do documento no último fim de semana.
A expectativa inicial era de que uma cerimônia oficial de assinatura fosse realizada na Suíça, mas informações divergentes divulgadas pelos governos dos Estados Unidos, Irã e Paquistão lançaram dúvidas sobre a realização do evento.
O acordo representa uma tentativa de reduzir as tensões entre Washington e Teerã após meses de confrontos e pode abrir caminho para uma nova fase de negociações diplomáticas envolvendo segurança regional, sanções econômicas e o programa nuclear iraniano.
*Com informações da Folha de S. Paulo
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