O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), afirmou que pretende deixar o comando do governo estadual para disputar uma das duas vagas ao Senado nas próximas eleições. A declaração foi dada ao portal Poder360.
De acordo com o governador, a saída do cargo seguirá o prazo previsto pela legislação eleitoral. Cameli tem até o dia 4 de abril para deixar o Palácio Rio Branco, sede do governo estadual, caso confirme a candidatura ao Senado.
Enquanto articula o projeto político para o Congresso Nacional, o governador também é alvo de uma ação em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O processo envolve acusações relacionadas aos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.
O caso começou a ser analisado pela Corte Especial do tribunal em 17 de dezembro. Na ocasião, a relatora do processo, a ministra Nancy Andrighi, votou pela condenação do governador. Após o voto, o ministro João Otávio Noronha pediu vista, o que suspendeu temporariamente o julgamento para análise mais aprofundada do caso. Até o momento, o processo ainda não retornou à pauta do tribunal.
A decisão final caberá à Corte Especial do STJ, que julga governadores e outras autoridades com foro por prerrogativa de função. Como as acusações se referem ao período em que Cameli ocupa o cargo de governador, a competência do julgamento permanece no STJ.
No entanto, especialistas apontam que, caso o político seja eleito senador, o foro poderia ser deslocado para o Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por julgar parlamentares federais em casos de crimes comuns.
Questionado sobre as expectativas em relação ao processo, o gabinete do governador afirmou que parte da investigação já foi anulada pelo STF. Segundo a defesa, provas utilizadas no âmbito da Operação Ptolomeu teriam sido consideradas irregulares pelo Supremo, o que teria levado à anulação de trechos da apuração.
A ação segue em análise no STJ, enquanto Cameli mantém os planos de deixar o governo para disputar uma cadeira no Senado nas próximas eleições.
*Com informações do Poder360
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