Com o início do ano legislativo, nesta segunda-feira (2), o Senado Federal volta às atividades com ao menos 45 pedidos de impeachment protocolados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As representações estão paradas na Casa desde 2021, quando os primeiros requerimentos começaram a ser apresentados.
A expectativa é de que esse número cresça nos próximos dias, com a formalização de um novo pedido articulado por parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados. O requerimento mais recente chegou ao Senado durante o recesso, em 20 de janeiro, por meio de iniciativa popular. Levantamento aponta que, entre os pedidos em tramitação, quatro também incluem outros ministros da Corte, além de Moraes.
Até o momento, outras 14 representações contra o ministro já foram arquivadas pelo Senado, entre elas um pedido apresentado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), em agosto de 2021. Moraes é o magistrado que mais acumula solicitações do tipo na Casa Legislativa, reflexo direto de sua atuação como relator do inquérito que apura a trama golpista e que resultou na condenação de Bolsonaro.
O novo pedido, ainda em fase de articulação desde dezembro, não exige número mínimo de assinaturas para ser protocolado, mas a oposição pretende reunir um volume considerado “recorde” de apoios. No texto, parlamentares questionam a conduta de Moraes e levantam suspeitas sobre supostas relações com o Banco Master. O ministro confirmou ter conversado com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, mas negou qualquer diálogo relacionado à instituição financeira.
Na comparação com outros integrantes do STF, Moraes lidera com ampla vantagem o ranking de pedidos de impeachment. Em seguida aparecem o ministro Luís Roberto Barroso, com 20 representações, e o decano Gilmar Mendes, com 13. Os dados consideram tanto os pedidos direcionados individualmente quanto aqueles que envolvem mais de um ministro no mesmo requerimento.
*Com informações da CNN
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