Um protesto realizado por estudantes da USP, Unesp e Unicamp terminou em confronto com a Polícia Militar na noite desta quarta-feira (20), em São Paulo. A manifestação, que criticava o governador Tarcísio de Freitas, reuniu universitários, sindicatos e movimentos sociais em uma caminhada até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

O ato começou no Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista, e seguiu pelas principais vias da cidade sob forte esquema de segurança. Durante a marcha, houve momentos de tensão entre manifestantes e policiais militares, com registros de empurra-empurra, correria e denúncias de uso de força policial.
A mobilização foi convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP e integra a greve estudantil iniciada em abril nas universidades estaduais paulistas. Os alunos reivindicam melhorias na permanência estudantil, contratação de professores, investimentos na estrutura das instituições e criticam ações do governo estadual na área da educação.
Nas redes sociais, lideranças estudantis acusaram a PM de repressão durante o protesto e relacionaram a atuação policial ao episódio de desocupação da reitoria da USP, realizada no início do mês. O movimento afirma que estudantes sofreram agressões durante a operação.

Além das pautas universitárias, os manifestantes também protestaram contra privatizações promovidas pelo governo paulista e denunciaram o aumento da violência policial no estado.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o avanço de policiais sobre grupos de estudantes em determinados trechos da manifestação. Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre feridos ou detenções.
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo informou que acompanha as negociações entre estudantes e reitorias e afirmou que o governo mantém diálogo com as universidades estaduais. Já a Polícia Militar declarou, em ocasiões anteriores, que atua para garantir a segurança pública e a ordem durante manifestações.
O protesto desta quarta-feira ocorre em meio ao aumento da tensão entre movimentos estudantis e o governo paulista após semanas de paralisações e ocupações em universidades públicas.
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