O homem suspeito de efetuar disparos durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca foi formalmente acusado de tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, segundo documentos judiciais divulgados nesta semana.
Identificado como Cole Thomas Allen, de 31 anos, o acusado teve a prisão mantida por decisão de um juiz federal, que determinou sua custódia temporária até a audiência de detenção, marcada para a próxima quinta-feira (30). Além da acusação principal, Allen também responde por porte ilegal de arma, em um processo que reúne três acusações.
Allen compareceu à primeira audiência em um tribunal federal em Washington vestindo uniforme prisional. A apresentação ocorreu dois dias após o episódio registrado durante o tradicional jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, evento que reúne jornalistas, autoridades e figuras políticas.
Durante a sessão, o suspeito não apresentou defesa formal, mas afirmou que pretende responder às perguntas com sinceridade. Ele também declarou possuir mestrado em ciência da computação.
De acordo com a acusação, Allen teria deixado um manifesto direcionado a familiares, no qual se autodenomina “Assassino Federal Amigável” e descreve planos para atacar integrantes do alto escalão do governo. Entre os possíveis alvos, segundo autoridades, estaria o próprio presidente Donald Trump.
A investigação aponta que o ataque teria sido premeditado, considerando o conteúdo do documento e a escolha do evento, que contava com a presença de diversas autoridades federais.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou o episódio como a terceira tentativa de assassinato contra Trump, mencionando outras duas ocorrências registradas em 2024. Ela também relacionou o conteúdo do manifesto ao ambiente político polarizado no país.
O caso segue sob investigação das autoridades federais, enquanto a Justiça analisa os próximos passos do processo e a manutenção da prisão do suspeito.
*Com informações da CNN
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