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quarta-feira, abril 24, 2024

FBI fez operação em casa de Donald Trump

O norte-americano reclamou da operação, que classificou como desnecessária e inapropriada, dizendo que já havia cooperado com as investigações. Não está claro, entretanto, com qual apuração as buscas estão relacionadas

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A residência de Donald Trump na Flórida, um imóvel no resort de Mar-A-Lago, foi revistada por agentes do FBI nesta segunda-feira,8/8, afirmou o ex-presidente dos Estados Unidos em nota. O Departamento de Justiça responsável pelo mandado de buscas ainda não comentou a operação. Trump não estava na propriedade quando o mandado de buscas foi cumprido.

O norte-americano reclamou da operação, que classificou como desnecessária e inapropriada, dizendo que já havia cooperado com as investigações. Não está claro, entretanto, com qual apuração as buscas estão relacionadas.

“[A operação] é má conduta do Ministério Público, é usar o sistema de justiça como uma arma e um ataque de membros de esquerda radical do Partido Democrata, que desesperadamente não querem que eu concorra à presidência em 2024, especialmente com base em pesquisas recentes, e que também farão qualquer coisa para impedir republicanos e conservadores nas próximas eleições legislativas”, afirmou Trump, no documento.

O ex-presidente chamou o cumprimento do mandado de busca de “ataque” e disse que algo do tipo “só poderia ocorrer em países quebrados do Terceiro Mundo” e que “infelizmente, os EUA agora se tornaram um desses países, corrupto em um nível nunca visto antes”.

“Eles até arrombaram meu cofre! Qual é a diferença entre isso e [o escândalo de] Watergate, no qual agentes invadiram o Comitê Nacional Democrata? Aqui, ao contrário, os democratas invadiram a casa do 45º presidente dos Estados Unidos”, reclamou.

O texto é escrito em primeira pessoa, mas em um parágrafo ele fala que “a perseguição política ao presidente Donald J. Trump acontece há anos”. O norte-americano, então, lembra o caso dos impeachments que sofreu e diz que a suposta perseguição “nunca termina”.

Investigações – Embora não esteja claro com qual apuração envolvendo o ex-presidente as buscas estão relacionadas, o “The New York Times” afirma que fontes familiarizadas com as investigações relacionaram a operação na casa de Trump com o fato de que o ex-presidente retirou documentos da Casa Branca ao deixar seu posto no comando dos EUA, em janeiro de 2021. Em entrevista a “Fox News”, o filho do republicano, Eric Trump, confirmou a informação.

Uma investigação oficial sobre o assunto foi lançada em abril pelo Departamento de Justiça. A apuração ocorre depois que a Administração de Arquivos e Registros Nacionais dos EUA notificou o Congresso, em fevereiro, de que havia recuperado cerca de 15 caixas de documentos da Casa Branca da casa de Trump na Flórida. Arquivos classificados foram encontrados em meio à papelada.

O Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA na época anunciou que estava expandindo uma investigação sobre as ações de Trump e pediu aos Arquivos que entregassem informações adicionais. Trump confirmou anteriormente que havia concordado em devolver certos registros aos Arquivos, chamando o procedimento de “um processo comum e rotineiro”.

A suposta invasão aumentaria os problemas legais do ex-presidente, que incluem uma investigação do Congresso sobre o ataque de apoiadores de Trump ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 e acusações de que Trump tentou influenciar os resultados das eleições de 2020 na Geórgia.

Além disso, o procurador dos EUA em Washington D.C., está investigando um esquema dos aliados de Trump para apresentar listas de eleitores falsos em uma tentativa fracassada de derrubar a eleição presidencial de 2020.

Mar-A-Lago –  Trump comprou a mansão de 126 cômodos em 1985 por US$ 10 milhões. O norte-americano gastou milhões reformando o resort enquanto morava lá sazonalmente, geralmente entre novembro e maio, quando o clima da Flórida é ameno.

No início da década de 1990, Trump passou por dificuldades financeiras devido à queda dos preços dos imóveis. Ele então disse ao conselho municipal que não poderia pagar os US$ 3 milhões anuais necessários para manter o local.

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