O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin avançam para a formalização da chapa que disputará as eleições presidenciais de 2026.
Lula anunciou, em março, que buscará a reeleição e confirmou Alckmin novamente como candidato a vice-presidente. A composição repete a aliança formada por PT e PSB na disputa de 2022.
Apesar do anúncio, os nomes ainda precisam passar pelas convenções dos respectivos partidos antes que a chapa seja registrada na Justiça Eleitoral.
PSB votará indicação de Alckmin
O PSB realizará sua convenção nacional nesta quarta-feira, 29 de julho, às 18h30, no Centro de Convenções Meliá Brasil 21, em Brasília.
Durante o encontro, o partido deverá deliberar sobre a coligação nacional com o PT e confirmar oficialmente Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula.
A direção do PSB já demonstrava apoio à manutenção de Alckmin na composição. No entanto, a indicação precisa ser aprovada formalmente pela legenda dentro do período previsto no calendário eleitoral.
PT oficializará Lula em 2 de agosto
A convenção nacional do PT está marcada para domingo, 2 de agosto, às 10h, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo.
Segundo o partido, o encontro oficializará a candidatura de Lula à reeleição e apresentará a chapa com Alckmin como vice.
Até a realização da convenção, Lula permanece tecnicamente como pré-candidato, apesar de já ter anunciado publicamente que concorrerá a um novo mandato.
Aliança repete composição de 2022
A manutenção de Alckmin preserva a parceria entre PT e PSB construída para as eleições de 2022. Antes de integrarem a mesma chapa, Lula e Alckmin foram adversários na disputa presidencial de 2006.
Na eleição passada, a presença de Alckmin foi apresentada como parte de uma estratégia para ampliar a composição política da candidatura petista e alcançar setores de centro. A chapa venceu a disputa contra o então presidente Jair Bolsonaro.
Para 2026, PT e PSB também buscam reunir outras legendas em torno da candidatura. Entretanto, a participação de um partido no governo ou a presença de filiados em ministérios não representa automaticamente apoio eleitoral.
A adesão formal depende das decisões tomadas pelas direções partidárias e pelas convenções, responsáveis por escolher candidatos e deliberar sobre coligações.
PT terá segunda maior cota do Fundo Eleitoral
O PT recebeu aproximadamente R$ 615,4 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o FEFC. O valor representa a segunda maior cota entre os partidos nas eleições de 2026, atrás apenas do PL, que recebeu cerca de R$ 881,7 milhões.
O montante, contudo, não corresponde ao orçamento exclusivo da campanha presidencial de Lula. Os recursos pertencem ao conjunto de candidaturas do PT em todo o país.
A direção nacional do partido deverá distribuir o dinheiro de acordo com critérios internos, incluindo as campanhas para presidente, governadores, senadores e deputados.
Chapa ainda dependerá de registro
As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto. Depois dessa etapa, partidos, federações e coligações terão até 15 de agosto para apresentar os pedidos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral.
Portanto, mesmo após as convenções de PSB e PT, a chapa Lula–Alckmin ainda dependerá do registro e da análise da Justiça Eleitoral antes de ser definitivamente incluída na disputa presidencial.


