O PSD oficializou a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. A decisão ocorreu durante a convenção nacional do partido, realizada em 26 de julho.
No mesmo encontro, o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, foi homologado como candidato a vice-presidente. Com isso, o PSD apresentou uma chapa formada integralmente por integrantes do próprio partido.
Diretórios estaduais terão autonomia
Apesar da candidatura própria ao Palácio do Planalto, a direção nacional autorizou os diretórios estaduais a negociar alianças de acordo com as circunstâncias políticas de cada região.
A medida permite, inclusive, que lideranças do PSD apoiem candidatos de outros partidos em determinadas disputas estaduais.
A autonomia amplia a capacidade de negociação da legenda nos estados. Por outro lado, pode reduzir a uniformidade do apoio nacional à candidatura de Caiado.
Chapa busca espaço fora da polarização
A candidatura de Caiado tenta se apresentar como uma alternativa à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a convenção, o PSD destacou a participação de governadores e de outras lideranças partidárias. A presença dos dirigentes reforçou a estrutura nacional da legenda no lançamento da chapa.
No entanto, a possibilidade de palanques estaduais divergentes mostra que o comando nacional do partido não garante apoio exclusivo a Caiado em todo o país.
A estratégia permite que o PSD mantenha a candidatura presidencial enquanto preserva acordos regionais considerados importantes para as eleições estaduais e para as disputas ao Congresso Nacional.


