Ao analisar os cenários para as eleições de 2026 e o comportamento do eleitorado, a pesquisadora e empresária Erica Lima Aguiar afirmou que existem diferenças importantes entre os perfis dos eleitores de Manaus e do interior do Amazonas. A avaliação foi feita durante entrevista ao programa Onda News, da TV Onda Digital, nesta segunda-feira, 8.
Segundo a especialista, homens, mulheres e jovens possuem motivações distintas na hora de definir o voto. Na avaliação dela, os homens tendem a adotar uma postura mais racional, considerando principalmente suas necessidades e interesses. Já as mulheres costumam direcionar sua atenção para temas ligados ao cotidiano, especialmente questões relacionadas à família, aos filhos e à inserção no mercado de trabalho.
Erica Aguiar também destacou a influência das redes sociais sobre o comportamento dos jovens eleitores. Para ela, o acesso rápido à informação e a circulação de conteúdos fragmentados têm contribuído para a formação de opiniões nem sempre acompanhadas de conhecimento aprofundado sobre os temas debatidos.
“Os jovens estão passando por uma mudança muito difícil de monitorar. Com as redes sociais, eles já entram em discussões sobre política e outros assuntos com pessoas que são especialistas, mas muitas vezes acabam construindo visões baseadas em recortes de vídeos e na desinformação em massa”, afirmou.
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Apesar desse cenário, a pesquisadora observou que o interesse pela política tem crescido no Amazonas. Segundo ela, o debate político ganhou espaço nas conversas do dia a dia e passou a ocupar um papel semelhante ao que o futebol já teve em outros períodos. “Hoje, o Amazonas, não muito diferente do Brasil, fala mais de política do que de futebol”, disse.
Na análise de Érica Aguiar, o eleitor do interior tende a acompanhar mais de perto a trajetória dos pré-candidatos e a manter uma memória política mais presente sobre lideranças e grupos que disputam o poder.
“Quando eu falo do eleitor do Amazonas, ele já é mais político, acompanha e entende um pouco da história de vida dos pré-candidatos. Existe uma memória muito mais viva”, explicou.
Já o eleitor da capital, segundo a especialista, costuma ser mais influenciado pelo sentimento de pertencimento a determinados grupos políticos.
“O eleitor da capital é a emoção pura, mas não necessariamente a emoção de acompanhar aquele candidato. É mais uma posição de dizer: ‘eu tenho um lado’. A grande questão é entender que lado é esse”, concluiu.
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