Pesquisa por telefone tem limitações no Amazonas e pode gerar distorções, afirma especialista

CEO da Pontual Pesquisa afirmou que a metodologia utilizada nas pesquisas eleitorais pode influenciar diretamente os resultados,

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O CEO da Pontual Pesquisa e mestre em pesquisa eleitoral, Eric Barbosa, avaliou nesta sexta-feira, 29, durante participação no programa Ponto Final, do Portal Diário da Capital, que a metodologia utilizada nas pesquisas eleitorais pode influenciar diretamente os resultados, especialmente quando se trata de levantamentos realizados por telefone no Amazonas.

Questionado sobre as diferenças entre pesquisas presenciais e virtuais, Eric afirmou que os métodos mais recentes de coleta de dados à distância podem ser úteis para identificar tendências e captar sentimentos do eleitorado, mas apresentam limitações quando o objetivo é mensurar com precisão a intenção de voto.

“Os novos métodos de se fazer pesquisas sociais por telefone muitas vezes têm potencial para direcionar campanhas, captar um sentimento, uma tendência ou alguma palavra-chave. Mas mensurar isso, principalmente no Estado do Amazonas, em quantitativa de percentual de voto, isso não é possível”, afirmou.

Leia mais: Eric Barbosa aponta aumento de pesquisas no AM e vê empate técnico em Manaus

Com uma década de experiência realizando pesquisas no estado, o especialista destacou que evita utilizar entrevistas por telefone devido às dificuldades de alcançar uma amostra representativa da população.

“Estou há 10 anos fazendo pesquisa aqui e não faço por telefone. Imagina você estar no município de Parintins, onde preciso ouvir quase 300 eleitores. Se você ligar hoje para 300 pessoas, ninguém atende. Então fica uma pesquisa com um viés muito grande”, explicou.

Segundo Eric, as características geográficas, sociais e culturais do Amazonas tornam o comportamento eleitoral mais complexo quando comparado a outros estados da Região Norte.

“O Amazonas é diferente. Vou dar um exemplo: no Acre e em Roraima, com dois meses de antecedência eu já sei quem vai ganhar a eleição. Já o Amazonas é coisa de louco. O cara que faz pesquisa eleitoral séria e acerta no Amazonas faz em qualquer parte do Brasil, porque o interior do estado é outro universo”, destacou.

Para o pesquisador, a diversidade do eleitorado amazonense e as particularidades dos municípios do interior exigem metodologias mais robustas e presenciais para garantir maior confiabilidade nos levantamentos eleitorais.

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