TCE-AM alerta gestores do Amazonas sobre risco de cheias e eventos climáticos extremos

O documento foi publicado na edição desta terça-feira, 9, do Diário Oficial Eletrônico (DOE) da Corte de Contas

Por

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) emitiu um alerta para que órgãos públicos reforcem medidas preventivas diante do risco de eventos hidrometeorológicos extremos previstos para os meses de junho e julho deste ano. O documento foi publicado na edição desta terça-feira, 9, do Diário Oficial Eletrônico (DOE) da Corte de Contas e tem como base prognósticos da Defesa Civil que apontam risco moderado a alto de inundações em diversas regiões do estado.

O alerta foi direcionado ao Governo do Estado e às 62 prefeituras amazonenses. Segundo o TCE-AM, as calhas dos rios Juruá, Purus, Madeira e Solimões apresentam níveis acima da média histórica dos últimos dez anos, com tendência de elevação nas próximas semanas, cenário que pode impactar a infraestrutura pública, o abastecimento de água, o transporte fluvial, a segurança alimentar e a prestação de serviços essenciais.

Leia mais: TCE emite alertas a prefeituras do AM por falta de transparência e descumprimento de metas

A iniciativa integra as ações de controle preventivo da gestão da presidente do TCE-AM, conselheira Yara Amazônia Lins, voltadas ao fortalecimento da governança pública e à preparação dos entes públicos para situações que possam afetar diretamente a população. O documento foi elaborado pela Diretoria de Controle Externo Ambiental (Dicamb) e pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex).

Entre as recomendações do Tribunal estão a atualização dos planos de contingência e defesa civil, o reforço do monitoramento dos riscos e das condições climáticas, a integração entre órgãos públicos, a proteção de populações vulneráveis e medidas para garantir o abastecimento de água, os atendimentos de saúde e a logística em áreas isoladas. O TCE-AM também orienta os gestores a fortalecerem a articulação com a Defesa Civil para obtenção de suporte técnico e execução de ações coordenadas de prevenção e resposta.

De acordo com o secretário-geral de Controle Externo do TCE-AM, Mário Roosevelt Elias da Rocha, o objetivo é estimular uma atuação antecipada dos gestores diante dos possíveis impactos das cheias.

“Nosso papel é atuar de forma preventiva para que Estado e municípios possam se preparar com antecedência para possíveis impactos. A adoção de medidas coordenadas fortalece a capacidade de resposta dos órgãos públicos e contribui para reduzir prejuízos à população e aos serviços essenciais”, afirmou.

Já o diretor de Controle Externo Ambiental, Jonas Rocha de Almeida, destacou que as características geográficas do Amazonas exigem monitoramento constante, planejamento e integração entre os órgãos responsáveis pela proteção da população.

“Os prognósticos apontam para um cenário que demanda monitoramento constante, planejamento e integração entre os diversos órgãos responsáveis pela proteção da população. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para minimizar danos humanos, sociais, ambientais e econômicos”, ressaltou.

Fique ligado em nossas redes

Você também pode gostar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -