O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) sejam classificadas como organizações terroristas. A declaração foi feita após encontro de Flávio com Trump, no Salão Oval da Casa Branca.
“Enquanto o Lula vai de joelhos implorando para o presidente Trump não considerar facções criminosas como terroristas, eu faço o contrário. E foi isso que eu pedi”, afirmou Flávio. “As facções são uma espécie de governo paralelo (…) e nos vamos libertar essas fazendo sim acordos com Estados Unidos, Europa, Israel e Argentina”, completou o senador.
O pré-candidato a Presidência da República disse que Trump ficou de “avaliar” seu pedido. “Sobre a questão do meu pedido, acho que ele vai avaliar”, disse. “Essas organizações viraram transnacionais e tem ramificações nos Estados Unidos e na Europa, usam o brasil como um grande centro de lavagem de dinheiro inclusive”, completou.
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O senador também negou que a viagem que fez aos Estados Unidos para se encontrar com o Donald Trump teve como objetivo desviar o foco do caso Master.
Questionado se a reunião com o republicano tentou desviar a atenção da divulgação recente de conversas e áudios com Daniel Vorcaro, nos quais o parlamentar negocia repasses para custear um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio respondeu: “De forma alguma”.
Quando questionado pela CNN sobre o caso Master ter influenciado a viagem, o senador acrescentou que não tem mais nada a esconder e que não passa de um “desespero” do governo Lula.
“Isso é um desespero do governo Lula, eu já falei tudo que eu tinha que falar sobre esse assunto, não tenho nada a esconder. É por isso que eu insisto aqui o tempo inteiro: vamos instaurar a CPI do Banco Master. Eu desafio o governo Lula a colocar sua base para pressionar o presidente do congresso. Isso não acontece porque ele tem muito o que explicar ainda”, disse.
Fonte: CNN
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