Coluna do escritor Pedro K. Calheiros presta homenagem à enfermeira Maria Marluce e destaca legado de dedicação e fé

Escritor e empresário Pedro K. Calheiros presta homenagem à enfermeira aposentada Maria Marluce na

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Uma coluna publicada na edição desta terça-feira, 3, pelo escritor e empresário Pedro K. Calheiros presta homenagem à enfermeira aposentada Maria Marluce, que faleceu aos 65 anos. No texto, o autor relembra a trajetória de dedicação da profissional de saúde, que atuou na linha de frente durante a pandemia de Covid-19, em Manaus, e ressalta o legado de solidariedade e espiritualidade deixado por ela.

Maria Marluce era mãe do jornalista Fabrício Alexandre, diretor do portal O Convergente e CEO do portal Manaós, e avó da jornalista e bacharel em Direito Letícia Barbosa Lira Aguiar, jurídico do portal O Convergente e CEO do portal Manaós, além de amiga próxima de Pedro. Ao longo do artigo, o autor descreve a enfermeira como alguém que viveu em missão, marcada pelo altruísmo e pela entrega ao próximo.

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Atuação na pandemia e vocação para servir

O autor lembra que Maria Marluce dedicou grande parte da vida à enfermagem e esteve entre os profissionais que enfrentaram os momentos mais críticos da pandemia na capital amazonense. Para ele, a atuação da enfermeira refletia um senso profundo de propósito.

No texto, Pedro também relembra a perda do próprio pai, o professor, escritor e advogado Francisco Calheiros, durante a pandemia, estabelecendo um paralelo entre as missões exercidas por ambos: a educação e o cuidado com a vida.

A enfermeira é descrita como alguém que praticava a caridade de forma discreta, sem buscar reconhecimento público. Muitos de seus gestos solidários, segundo o relato, só se tornaram conhecidos posteriormente por familiares.

A coluna foi divulgada via Jornal do Commercio e repercute como um tributo à trajetória de uma profissional de saúde que dedicou a vida ao cuidado com o próximo.

Confira o texto na íntegra:

Na manhã da última quarta-feira, 25 de fevereiro, recebi a notícia da partida de Maria Marluce, aos 65 anos, enfermeira aposentada que atuou na linha de frente da pandemia aqui em Manaus; ela é (porque, ao meu ver, o espírito é imortal, e ela continuará a ser onde quer que esteja) a avó da Letícia Barbosa Lira Aguiar, a minha melhor amiga.

Algumas pessoas vêm à Terra a passeio; já outras vêm em missão.

Durante a pandemia de Covid-19, perdi meu melhor amigo, meu pai, o professor, escritor e advogado Francisco Calheiros. A sua missão no magistério foi ímpar e, por onde passou, deixou um legado de boas memórias e gratidão nas vidas que transformou através da educação; dona Maria Marluce, através do seu coração e senso de missão, salvou muitas vidas através da enfermagem.

Ouvi algumas histórias a seu respeito, e o que mais me encantou era a forma altruísta com que olhava para o próximo. Doou, durante seu tempo aqui na Terra, não apenas a própria vida ao dedicá-la quase que de forma integral aos que mais precisavam, mas era autora de diversas obras de caridade que não tinham qualquer holofote, não eram feitas por ego ou tinham por intento qualquer forma de autopromoção; muitos desses gestos eram descobertos tempos depois pelos seus familiares.

Durante a sua despedida, senti a psicosfera do ambiente dividida em duas camadas: a primeira, naturalmente, era de tristeza; afinal, ressoavam a dor e o luto de amigos, colegas e familiares. A segunda, que passei a sentir quando elevei meus pensamentos, era de uma paz e de uma serenidade impróprias ao momento que eu estava a presenciar; a posteriori, compreendi que se tratava da assinatura energética emanada por espíritos de luz que também acompanhavam aquele momento.

Uma vez, li em um livro que somos a média das pessoas com quem mais convivemos; no início, achei besteira. Com o tempo, após contato frequente com alguns amigos, percebi que havia emprestado algumas falas e até alguns de seus trejeitos.

A mãe, avó, amiga e enfermeira Maria Marluce vive em cada alma que cruzou seu caminho, através dos pequenos trejeitos, através dos conselhos que deixou e, principalmente, através do exemplo que deu em vida com a missão que exerceu durante a sua passagem aqui na Terra.

Querida Letícia, hoje, ao me aprofundar e me aproximar um pouco da história de vida da sua avó, compreendo a origem e a influência de muitas das características que mais admiro em ti. Em minhas preces, peço a Deus que conforte o teu coração, o coração do teu pai e da tua mãe; dona Maria Marluce, onde quer que esteja, tem muito orgulho da mulher incrível que tu já te tornaste.

Por: Pedro K. Calheiros, Escritor e Empresário
VIA Jornal do Commercio

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