Após a aprovação do calendário da eleição suplementar de Roraima pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), os partidos políticos aceleraram as articulações para definir candidaturas e alianças para a disputa ao Governo do Estado. A eleição está marcada para o dia 21 de junho e foi convocada após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que rejeitou os recursos apresentados pelo ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) e pelo vice Edilson Damião (União Brasil).
A Resolução nº 584/2026, aprovada nesta terça-feira (12) pelo TRE-RR, oficializou o calendário eleitoral e abriu espaço para o início das convenções partidárias em Boa Vista. Com isso, siglas como PL, União Brasil, Republicanos e Democracia Cristã (DC) já anunciaram datas para homologar candidaturas e definir composições de chapa.
Entre os nomes colocados até o momento na corrida pelo Palácio Senador Hélio Campos estão o governador interino Soldado Sampaio (Republicanos), o governador Edilson Damião (União Brasil), o empresário Paulo César Quartiero (DC) e o prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, que deve ser confirmado como candidato pelo PL.
O Partido Liberal marcou convenção para o próximo dia 16 de maio, no Espaço D’Rosi Eventos, em Boa Vista. Já o União Brasil realizará encontro no dia 17, na sede estadual da legenda. O Republicanos também deve oficializar a candidatura de Soldado Sampaio nos próximos dias, enquanto o Democracia Cristã articula a confirmação do nome de Quartiero.
Nos bastidores políticos de Roraima, a disputa já movimenta negociações sobre alianças, definição de vice-governadores e apoio de lideranças estaduais e nacionais. A eleição suplementar ocorre em um cenário considerado atípico, com curto prazo de campanha e forte impacto institucional após a cassação da chapa eleita em 2022.
Outra discussão que acompanha o processo envolve a situação partidária de Edilson Damião. Adversários questionam o cumprimento do prazo mínimo de filiação exigido pela legislação eleitoral. A assessoria do governador, no entanto, afirma que as convenções tratam apenas das deliberações internas das legendas e que eventual análise sobre elegibilidade será feita posteriormente pela Justiça Eleitoral.
Até o momento, outras siglas com representação política no estado ainda não divulgaram oficialmente datas de convenções nem possíveis candidaturas para a eleição suplementar.
A votação suplementar foi determinada pelo TSE após a Corte entender que não caberia eleição indireta no caso de Roraima. Com isso, os eleitores do estado voltarão às urnas para escolher governador e vice-governador em mandato tampão até o fim da atual legislatura.
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