O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou nesta quinta-feira, 14, que a bancada governista tem defendido “que seja colocada tornozeleira” so senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “pelo risco de fuga”.
O parlamentar comentou a ligação do candidato ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e disse que “por muito menos do que isso, tem gente na cadeia e com tornozeleira”.
Na última quarta-feira (13), uma reportagem divulgada pelo Intercapt Brasil revelou que Flávio Bolsonaro negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o ex-dono do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A CNN teve acesso às mensagens e o áudio do candidato à Vorcaro.
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Documentos mostram que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências bancárias para financiar o projeto.
Ainda durante entrevista ao Bastidores CNN, Pimenta afirmou que, devido a “gravidade da situação”, o Congresso Nacional não tem outra alternativa que não a instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar o caso Master.
“O Congresso Nacional, diante da gravidade do que está acontecendo, não tem outra atitude que não seja instalar a CPMI”, disse
Segundo ele, há uma “grande probabilidade” de a PF (Polícia Federal) realizar uma operação na residência de Flávio Bolsonaro nos próximos dias.
“É muito provável que, nos próximos dias, o Flávio Bolsonaro amanheça com a Polícia Federal batendo na porta da casa dele”, afirmou o deputado.
Pimenta também afirmou que houve “omissão criminosa” e “cumplicidade” por parte do Banco Central do Brasil na condução do caso envolvendo o Banco Master.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, confirmou ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro. Em nota, o parlamentar disse que se tratou de um “filho procurando patrocínio”.
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”.
Fonte: CNN


