O deputado federal e pré-candidato à reeleição Saullo Vianna (MDB) defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que o Brasil precisa avançar em uma nova reforma trabalhista. A declaração foi dada durante entrevista ao programa “Manhã de Notícias”, da TV Tiradentes, nesta quinta-feira, 14.
Segundo o parlamentar, a discussão sobre a redução da jornada de trabalho já está em andamento na Câmara dos Deputados e deve ganhar espaço também no Amazonas, especialmente por conta das particularidades do Polo Industrial de Manaus (PIM).
“Falamos sobre os estudos da comissão da escala 6×1 e da proposta de trazer esse debate para Manaus, reunindo entidades, representantes da classe trabalhadora e empresários dos setores da indústria e do comércio”, afirmou Saullo.
O deputado informou que apresentou um requerimento para que o presidente e o relator da comissão responsável pelo tema participem de uma audiência em Manaus. O encontro está previsto para ocorrer no próximo dia 22 de maio, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
De acordo com Saullo Vianna, o objetivo é ouvir diferentes setores da sociedade amazonense antes da apresentação do relatório final da proposta, marcada para o dia 27 de maio, quando o texto deverá seguir para apreciação no plenário da Câmara.
Durante a entrevista, o parlamentar declarou apoio à adoção da escala 5×2, com jornada semanal de 40 horas e dois dias de descanso para os trabalhadores.
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“Eu defendo que a gente possa ter, primeiro, uma escala de trabalho 5×2 para que o trabalhador possa trabalhar e ter esses dois dias de descanso, numa jornada de 40 horas semanais, 8 horas por dia”, disse.
Apesar da defesa da mudança, Saullo ressaltou que a transição deve ocorrer de forma gradual e com atenção especial aos micro e pequenos empreendedores.
“Eu defendo uma transição gradual e tratamento diferenciado para micro e pequenos empreendedores. Essa mudança vai ser natural e ela vai acontecer”, afirmou.
O deputado também argumentou que as mudanças nas relações de trabalho exigem uma atualização da legislação trabalhista brasileira.
“Já é hora de puxarmos uma nova reforma trabalhista por conta desses novos vínculos que existem no país”, concluiu.
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