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sexta-feira, março 1, 2024

Bolsonaro e aliados são alvos de operação de ‘Golpe de Estado’ da PF

Investigação apura tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Ex-presidente precisa entregar passaporte em 24h e não pode se comunicar com outros investigados

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A Operação ‘Tempus Veritatis’ da Polícia Federal (PF), que investiga tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, foi deflagrada nesta quinta-feira (8). O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados próximos, como Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres, Valdemar Costa Neto, Almir Garnier e Tercio Arnaud, estão entre os alvos de busca e apreensão.

Segundo informações da PF, estão em andamento 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão. Essas medidas abrangem a proibição de contato com os demais investigados, a proibição de sair do país (com entrega dos passaportes em 24 horas) e a suspensão do exercício de funções públicas.

Rafael Martins de Oliveira (major das Forças Especiais do Exército), Filipe Martins (ex-assessor especial de Bolsonaro), Bernardo Romão Corrêa Netto (coronel do exército) e Marcelo Câmara (coronel do Exército) também estão entre os quatro alvos dos mandados de prisão.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, mencionou três indivíduos que foram foco da PF nesta quinta-feira: não apenas Bolsonaro, mas também Braga Netto e Filipe Martins, em sua delação premiada.

O Supremo Tribunal Federal (STF) foi quem autorizou os mandados que estão sendo cumpridos pela PF. A operação acontece nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Como o grupo agia

Durante esta fase, as investigações indicam que o grupo dividido em núcleos buscou disseminar fraudes nas Eleições Presidenciais de 2022 antes da votação, com o objetivo de facilitar e legitimar uma intervenção militar, utilizando estratégias de milícia digital.

A primeira linha envolveu a criação e difusão de alegações infundadas sobre fraude no pleito de 2022, usando informações falsas sobre vulnerabilidades no sistema eletrônico de votação. Esse discurso, iniciado em 2019, persistiu mesmo após os resultados do segundo turno em 2022.

Já o segundo eixo de atuação buscou apoiar a abolição do Estado Democrático de Direito, por meio de um golpe de Estado, contando com o respaldo de militares com expertise em táticas de forças especiais em um ambiente politicamente delicado.

Nas redes sociais, o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu no X (antigo Twitter) que é delicado falar sobre a operação da PF e pediu rigor sobre os ataques à democracia.

Em entrevista à Rádio Itatiaia transmitida em suas redes sociais, presidente afirmou que financiadores de acampamentos durante os atos antidemocráticos precisam ser investigados.

A PF conta com o apoio do Exército Brasileiro no cumprimento de alguns mandados. ‘Os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado’, informou a PF, em nota.”

Ilustração Giulia Renata

Leia mais: Bolsonaro é rotulado por Lula como ‘Ignorante’, ‘aloprado’ e ‘maluco’ no RJ

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