Eleições 2026 terão seis votos: saiba por que serão escolhidos dois senadores

Eleitores votarão duas vezes para o Senado porque 54 das 81 cadeiras da Casa estarão em disputa; primeiro turno será realizado em 4 de outubro

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Os eleitores brasileiros terão de fazer seis escolhas na urna eletrônica durante o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o dia 4 de outubro. Além dos votos para deputados, governador e presidente da República, cada pessoa poderá escolher dois candidatos diferentes ao Senado Federal.

A votação seguirá a seguinte ordem:

1. deputado federal;
2. deputado estadual ou distrital;
3. senador — primeira vaga;
4. senador — segunda vaga;
5. governador e vice-governador;
6. presidente e vice-presidente da República.

A ordem foi definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso seja necessário, o segundo turno das disputas para presidente e governador ocorrerá no dia 25 de outubro.

Por que serão escolhidos dois senadores?

Cada estado e o Distrito Federal possuem três representantes no Senado. Ao todo, a Casa é formada por 81 senadores, todos com mandatos de oito anos.

No entanto, as 81 cadeiras não são renovadas ao mesmo tempo. A Constituição Federal estabelece que a renovação do Senado ocorra a cada quatro anos, alternadamente, por um terço e por dois terços das vagas.

Em 2022, os eleitores escolheram apenas um senador por estado. Naquele ano, foram renovadas 27 cadeiras, equivalentes a um terço do Senado.

Já em 2026, serão disputadas 54 vagas, o equivalente a dois terços da Casa. Por isso, cada estado, inclusive o Amazonas, elegerá dois senadores. As outras 27 cadeiras continuarão ocupadas pelos parlamentares eleitos em 2022, cujos mandatos seguem até 2031.

A alternância voltará a ocorrer nas eleições seguintes. Em 2030, será escolhido apenas um senador por estado. Em 2034, os eleitores voltarão a eleger dois.

Eleitor deve votar em candidatos diferentes

Na urna eletrônica, o eleitor registrará primeiro o voto para uma das vagas do Senado e, depois de confirmar, escolherá outro candidato para a segunda vaga.

Os votos precisam ser destinados a candidatos diferentes. Caso a mesma candidatura seja escolhida nas duas etapas, apenas o primeiro voto será validado. O segundo será automaticamente considerado nulo.

Não é obrigatório, porém, votar em dois candidatos. O eleitor poderá votar normalmente em uma das etapas e escolher a opção de voto branco ou digitar um número inexistente na outra.

Também é permitido votar em candidatos de partidos ou grupos políticos diferentes. As duas escolhas são independentes, desde que os nomes estejam registrados para concorrer ao Senado pelo estado onde o eleitor possui domicílio eleitoral.

Como votar para senador

O número de uma candidatura ao Senado possui três dígitos. Ao digitá-lo, a urna apresentará a fotografia e o nome do candidato titular, além dos nomes de seus dois suplentes.

Não existe voto de legenda na eleição para senador. Dessa forma, digitar apenas o número do partido não garante voto à legenda e poderá resultar em voto nulo.

Os dois candidatos mais votados em cada estado serão eleitos. Diferentemente das eleições para presidente e governador, não há segundo turno na disputa pelo Senado. A escolha ocorre pelo sistema majoritário simples, no qual vencem os nomes que alcançarem as maiores votações.

Voto também inclui os suplentes

Cada candidatura ao Senado é composta por uma chapa com três integrantes: o candidato titular, o primeiro suplente e o segundo suplente.

Portanto, ao escolher um candidato, o eleitor também vota automaticamente nos dois suplentes indicados pela chapa. Eles podem assumir o mandato temporária ou definitivamente em situações previstas na legislação, como afastamento, licença, morte ou renúncia do titular.

Durante a votação, a urna apresentará as imagens do titular e dos dois suplentes. Como haverá duas escolhas para o Senado em 2026, o eleitor poderá visualizar seis pessoas nessa etapa: os integrantes das duas chapas escolhidas.

Cola eleitoral pode facilitar votação

Como a eleição terá seis etapas, a Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores anotem previamente os números dos candidatos em uma cola eleitoral de papel.

A medida pode agilizar a votação e reduzir o risco de erros ou esquecimentos. O uso de celulares, máquinas fotográficas e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto é proibido na cabine de votação.

A orientação é organizar os números na mesma sequência apresentada pela urna: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente.

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