O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, Givancir de Oliveira, afirmou nesta quarta-feira, 22, que a categoria poderá voltar a paralisar o transporte coletivo da capital caso os salários não sejam pagos até o dia 6 de agosto.
O anúncio foi feito poucas horas após o encerramento da greve que durou três dias e terminou nesta quarta-feira, depois que o Governo do Amazonas realizou o repasse de R$ 18 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), referente ao subsídio da meia-passagem estudantil dos meses de fevereiro a julho de 2026.
Em declaração à imprensa, Givancir disse que a categoria não aceitará novos atrasos salariais e antecipou que uma nova paralisação poderá ocorrer caso as empresas deixem de cumprir o pagamento.
“Já deixo aqui antecipado para a população que, se dia 6 de agosto não cair o pagamento dos trabalhadores, poderá haver uma greve maior ainda. Porque é um absurdo, você que trabalha debaixo de sol e chuva, chega ao final do mês e não pode colocar café e pão na mesa”, afirmou.
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O sindicalista reforçou que o aviso está sendo feito previamente para evitar que a população seja surpreendida por uma eventual paralisação.
“Estou avisando para depois não falarem que o sindicato pegou de surpresa. Dia 6 de agosto, se não pagarem, doa a quem doer, a gente faz greve”, declarou.
O Convergente questiona possível motivação política
Diante de informações que circulam nos bastidores políticos sobre uma suposta utilização do movimento grevista como instrumento de pressão política, a reportagem do O Convergente entrou em contato com o presidente do Sindicato dos Rodoviários para questionar se a ameaça de uma nova paralisação teria alguma relação com essas denúncias.
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A reportagem perguntou a Givancir de Oliveira se ele tinha conhecimento das alegações e se poderia esclarecer se a possibilidade de uma nova greve possui motivação exclusivamente trabalhista ou se haveria qualquer influência política por trás da mobilização.
Até a publicação desta matéria, Givancir de Oliveira não respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem.
O espaço permanece aberto para manifestação do presidente do Sindicato dos Rodoviários caso deseje se posicionar sobre o assunto.


