O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou o dedo do meio durante um evento oficial do governo nesta sexta-feira (3), ao rebater a afirmação de que “pobre não gosta de coisa boa”.
“Precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles”, disse o presidente, enquanto fazia o gesto. “Nós gostamos de coisas boas.”
A declaração ocorreu durante um evento no Palácio do Planalto que marcou as últimas entregas do governo federal antes do início das restrições impostas pelo período eleitoral.
Na cerimônia, o Executivo anunciou entregas nas áreas de moradia, educação e saúde.
Durante o discurso, Lula também elogiou o SUS (Sistema Único de Saúde) e defendeu programas voltados ao atendimento da população de baixa renda.
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Ao tratar do tema, criticou pessoas “ricas” que afirmam não depender do sistema público de saúde.
“Resolvemos criar o Brasil Sorridente para poder dar ao povo mais pobre. O que a gente quer dar para essa gente é dar o direito de ter máquina moderna para fazer tratamento.”
Na sequência, acrescentou:
“O rico fala: ‘Tenho bom plano de saúde’ […] ele não paga porra nenhuma, ele desconta no IR (Imposto de Renda) o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta no IR, quem paga somos nós.”
A partir deste sábado (4), três meses antes do primeiro turno das eleições, passam a valer as restrições previstas na legislação eleitoral para impedir o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.
Na quinta-feira (2), Lula criticou o início do chamado defeso eleitoral e classificou as regras como uma “papagaiada desgraçada”.
Entre as restrições estão limitações à publicidade institucional e à participação de agentes públicos em inaugurações de obras.


