Deputados pressionam por sessões remotas para priorizar campanhas eleitorais

Hugo Motta enfrenta pressão para liberar sessões remotas até outubro

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A menos de quatro meses do início oficial da campanha eleitoral de 2026, deputados federais intensificaram as articulações para que a Câmara dos Deputados adote um regime de sessões remotas até a realização das eleições, previstas para outubro do próximo ano. A proposta permitiria que os parlamentares participassem das votações à distância, permanecendo em seus estados de origem durante o período pré-eleitoral.

A medida tem sido defendida por integrantes de diferentes partidos, que argumentam ser necessário ampliar a presença nas bases eleitorais em um período considerado estratégico para a construção de alianças políticas e fortalecimento de candidaturas.

A definição sobre o funcionamento da Casa nos próximos meses dependerá do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que deverá discutir o tema com os líderes partidários em reunião marcada para a próxima semana.

Nos bastidores, parlamentares também apontam fatores que tradicionalmente afetam o ritmo das atividades legislativas neste período do ano, como as festividades juninas — especialmente relevantes nos estados do Nordeste — e a realização da Copa do Mundo de 2026, que começou nesta quinta-feira (11).

Apesar da pressão pela adoção do modelo remoto, integrantes da cúpula da Câmara demonstram preocupação com a manutenção da produtividade legislativa. A avaliação é de que o segundo semestre deverá concentrar votações consideradas prioritárias para o governo federal e para a própria presidência da Casa.

Entre as matérias que aguardam deliberação está o projeto que amplia o limite de faturamento para enquadramento de microempreendedores individuais (MEIs), considerado uma das principais pautas econômicas em discussão no Congresso.

Outra proposta vista como estratégica é o Projeto de Lei Complementar que prevê a utilização de receitas extraordinárias provenientes do setor petrolífero para reduzir tributos federais incidentes sobre combustíveis como gasolina, diesel, etanol e biodiesel.

Também integra a lista de prioridades o marco legal da Inteligência Artificial, que busca estabelecer regras para o desenvolvimento e uso da tecnologia no país. O texto ainda aguarda a apresentação do relatório final pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Além dessas propostas, a pauta do plenário enfrenta um impasse relacionado à tramitação de um projeto encaminhado pelo governo federal que trata da jornada de trabalho conhecida como escala 6×1. Enquanto a matéria não avançar, outros projetos podem ter sua votação prejudicada.

A expectativa é que a decisão sobre o modelo de funcionamento da Câmara nos próximos meses seja tomada após a reunião de líderes, quando serão definidos o calendário legislativo e as prioridades da Casa para o período que antecede o recesso parlamentar de julho.

*Com informações da CNN

Leia mais: Comissão da Câmara aprova redução da maioridade penal para 16 anos

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