Chamado por aliados de “Dia do Fico”, o anúncio do governador Wilson Lima (UB) de que permanecerá no cargo até o fim do mandato foi defendido na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Base fala em gesto “inédito”
Durante a sessão, o vereador Marco Castilho (UB) afirmou que o governador teve “coragem, responsabilidade e grandeza” ao optar por concluir o mandato. Segundo ele, a decisão rompe com o que chamou de “caminho natural” dos últimos anos no Amazonas, em que governadores no segundo mandato renunciaram para disputar o Senado.
“Isso demonstra a sua preocupação e compromisso em dar continuidade nos serviços públicos do Estado em todas as suas entregas que estão sendo realizadas no governo, na área da saúde, na área da infraestrutura, na ajuda junto aos municípios do interior do Estado. Portanto foi um dia muito importante para o partido e que presencialmente vi realmente um grupo político unido e que com certeza terá grande protagonismo nessa eleição do ano de 2026”, afirmou.
Na mesma linha, o vereador Diego Afonso (UB) classificou o episódio como “histórico e inédito”. Ele afirmou que o governador decidiu permanecer para cumprir promessas feitas na eleição passada, como melhoria na saúde, redução de 25% do déficit habitacional e ampliação da regularização fundiária.
“Uma decisão de um verdadeiro estadista”, disse, ao reforçar que o governo terá autonomia para entregar compromissos até janeiro de 2027.
Críticas nas redes sociais
Em contraponto, o vereador Rodrigo Guedes (PP) utilizou as redes sociais para criticar o discurso do governador sobre a necessidade de “continuar melhorando a saúde”.
“Melhorando, governador? Sugiro que você vá, sem marcar, sem avisar e sem agendar, a um hospital público em Manaus, à Fundação Cecon, a um S.P.A., a uma UPA, a um pronto-socorro, a uma maternidade pública”, escreveu.
O parlamentar também cobrou a convocação de mais policiais, delegados e bombeiros, além de reformas em escolas tradicionais, como o Colégio Amazonense Dom Pedro II. Segundo ele, o Amazonas ocupa posições desfavoráveis nos rankings nacionais de saúde, educação e segurança pública.
A reportagem solicitou nota e aguarda retorno.


