A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realiza, ao longo desta semana, uma programação especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. As atividades são coordenadas pela Procuradoria Especial da Mulher da Casa e incluem ações no Parlamento e mobilização externa.
A abertura da agenda ocorre nesta quarta-feira (4), às 10h, no plenário Ruy Araújo, com uma Cessão de Tempo sob o tema “Lute como uma garota”. A iniciativa é proposta pela presidente da Procuradoria da Mulher, deputada Alessandra Campelo (Podemos), e contará com a participação de 50 crianças e adolescentes: 30 meninas e 20 meninos, que terão espaço na tribuna para falar sobre igualdade, respeito e direitos das mulheres.
Segundo a parlamentar, a proposta busca reforçar o papel da educação na transformação cultural e na prevenção da violência de gênero. “Não é possível falar de combate à violência contra a mulher sem falar de educação. É na infância que se formam valores e se constrói uma nova mentalidade”, afirmou.
A programação segue no domingo (8), a partir das 7h30, com a caminhada “Direitos não são favores”, no calçadão da Praia da Ponta Negra. A mobilização conta com apoio do presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), e de instituições que integram a rede de proteção às mulheres, como o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o Ministério Público do Amazonas (MPE-AM), a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e a Ronda Maria da Penha da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM).
De acordo com Alessandra Campelo, o objetivo é reforçar que conquistas como igualdade salarial, acesso a canais de denúncia e combate à importunação sexual são direitos fundamentais, fruto de mobilização histórica, e que precisam ser constantemente defendidos.
Dados recentes apontam que o Brasil ainda enfrenta índices elevados de feminicídio e desigualdade salarial, com mulheres recebendo, em média, cerca de 20% a menos que homens, mesmo com maior escolaridade.
Ao unir atividades educativas no Parlamento e ações públicas nas ruas, a Aleam busca ampliar o debate sobre igualdade de gênero e fortalecer políticas públicas voltadas à proteção e garantia de direitos das mulheres. “O 8 de Março é um chamado à responsabilidade coletiva. Precisamos avançar e garantir que nenhuma mulher esteja sozinha”, destacou a deputada.


