Prefeito volta a negar ligação de ex-chefe de gabinete com facção criminosa: “Isso é um absurdo”

Prefeito afirma respeitar instituições, mas critica conduta de delegado

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O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), adotou um discurso mais contundente nesta quarta-feira (25) ao comentar a operação policial que alcançou pessoas ligadas à sua administração. Em entrevista, ele atribuiu a ação a interesses políticos e acusou o delegado da operação de agir com o objetivo de desgastar sua pré-candidatura.

David ressaltou que não faz críticas às instituições, mas à condução do inquérito. Segundo ele, a Polícia Civil do Amazonas é uma instituição isenta, assim como o Judiciário e o Ministério Público, mas a postura do delegado levantaria questionamentos.

“Temos muita coisa a esclarecer. Meu combate não é contra a Polícia. Respeito as instituições, mas a atuação desse delegado gera suspeitas”, afirmou, ao criticar declarações públicas feitas durante a investigação.

Durante a entrevista, David defendeu a ex-chefe de gabinete Anabela Cardoso de Freitas, presa no âmbito da investigação, e negou qualquer vínculo dela com organização criminosa. Ele contestou ainda a ausência de prisões de suspeitos ligados ao tráfico de drogas.

“A Anabela é inocente, não tem envolvimento com o Comando Vermelho nem com tráfico. Isso é um absurdo”, declarou.

O que diz o governo?

O Governo do Amazonas divulgou nota oficial para rebater declarações do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que acusou o Estado e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas de articularem uma operação policial com motivação política.

Na nota, o Executivo estadual afirma que as investigações seguem critérios técnicos e legais, com autorização do Poder Judiciário. O governo classificou as declarações do prefeito como “irresponsáveis e sem comprovação” e considerou “inaceitável” a atribuição de motivação política a procedimentos investigativos.

O Estado destacou ainda que a Polícia Civil atua com autonomia e respaldo legal, com base em provas e no devido processo legal. Segundo o comunicado, eventuais prisões só ocorrem mediante autorização judicial, e qualquer insinuação em sentido contrário representaria tentativa de desacreditar o trabalho dos servidores da segurança pública.

Leia mais: Requerimento propõe convocação de David Almeida após prisão de ex-chefe de gabinete

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