A distribuição dos recursos do fundo partidário destinados às legendas brasileiras em 2025 atingiu R$ 1,126 bilhão, estabelecendo um novo patamar para os repasses anuais feitos pelo orçamento da União. O montante representa um aumento de aproximadamente 2,4% em relação ao total destinado no ano anterior, quando os partidos receberam R$ 1,099 bilhão.
A maior parte, 95% dos recursos, foi distribuída proporcionalmente de acordo com o desempenho dos partidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, conferindo maior receita às legendas com maior votação e bancada no Congresso Nacional.
Entre os principais beneficiários estão os partidos com as maiores bancadas: o Partido Liberal (PL) liderou a lista com R$ 192,2 milhões, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que recebeu R$ 140,5 milhões. Outras siglas com forte representação parlamentar, como União Brasil, Republicanos e o Partido Social Democrático (PSD), também se destacaram entre os que mais receberam recursos.
Essas cinco legendas concentraram cerca de 27,7% de todo o fundo partidário distribuído em 2025, reflexo da regra que vincula o volume de recursos ao desempenho eleitoral e ao número de cadeiras ocupadas na Câmara.
No extremo oposto, o Partido Verde (PV) foi a legenda que recebeu o menor valor entre as 19 siglas contempladas, com cerca de R$ 11,8 milhões em repasses, resultado da menor representatividade no Legislativo entre os partidos que atenderam aos critérios para acesso aos recursos.
Além dos partidos que receberam verba, dez siglas não foram contempladas na distribuição do fundo neste ano por não alcançarem os requisitos eleitorais mínimos previstos em lei, como percentual de votos ou número de deputados federais eleitos, para ter acesso aos recursos. Entre elas estão o Partido Novo (Novo), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).
O fundo partidário foi criado em 1965 e utiliza dotações orçamentárias da União para custear despesas cotidianas dos partidos, como manutenção de sedes, pagamento de contas e outras obrigações administrativas. A importância do mecanismo cresceu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2015, que proibiu doações empresariais a partidos e campanhas, tornando o fundo uma fonte central de financiamento político no país, ainda que especialistas defendam melhorias na transparência e qualidade dos gastos das legendas com esses recursos.


