A família da educadora e ex-secretária de Administração do Amazonas, Ângela Bulbol, divulgou nesta segunda-feira, 23, que buscará justiça pela morte da professora, vítima de um atropelamento em um condomínio de Manaus na última sexta-feira, 20. Em nota emocionante nas redes sociais, o publicitário Juarez Bulbol, filho de Ângela, publicou uma mensagem lamentando a morte da mãe e prometendo medidas judiciais.
“Eu ainda não consigo entender – e nunca irei conseguir – o porquê de a senhora ter que partir dessa forma. Meu coração está dilacerado, meu espírito está quebrado. A senhora… nós… ainda tínhamos tanto para vier, tanto para sonhar… E, como eu sei que a senhora faria por nós, eu irei atrás de justiça”, diz trecho da publicação.

O atropelamento ocorreu na última sexta-feira (20), dentro do condomínio Ephigênio Salles, na zona Centro-Sul da capital, onde Angela residia. Segundo informações divulgadas pelo site BNC, a suposta condutora do veículo envolvido no caso seria Mônica Queiroz Melo, ex-diretora-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM). Até o momento, não houve manifestação pública dela sobre o episódio.
De acordo com comunicado distribuído pela família e publicado pelo BNC, um Boletim de Ocorrência (B.O.) foi registrado.
O caso
Segundo relatos de testemunhas e vizinhos, Ângela caminhava pelo residencial, a caminho da academia, quando foi atingida pelo veículo. Informações preliminares apontam que o atropelamento teria ocorrido em um momento de desatenção ao volante. A sequência exata dos fatos ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades competentes.
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Após o impacto, a vítima sofreu traumatismo craniano. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. Posteriormente, foi transferida para uma unidade hospitalar particular, mas não resistiu aos ferimentos e morreu neste domingo.
Ângela Bulbol foi secretária de Estado de Administração entre 2017 e 2018, na gestão do então governador Amazonino Mendes, e também atuou como pró-reitora de Administração e Finanças da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
O caso deve ser investigado pela Polícia Civil. A reportagem tenta contato com a família de Ângela e com a defesa de Mônica Queiroz Melo. A redação enviou mensagem, por meio das redes sociais pessoais da ex-diretora do Detran, solicitando posicionamento, mas até o momento não houve retorno.


