Maria do Carmo aponta risco fiscal em novos empréstimos de David Almeida: “Real ficou pouco pra ele”

A pré-candidata criticou a falta de transparência da atual gestão municipal

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Mais de R$ 3 bilhões somente este ano. Este é o vultuoso valor dos empréstimos solicitados, num espaço de tempo de meses, pela gestão do prefeito David Almeida (Avante) e aprovados pela base na Câmara Municipal de Manaus (CMM). “Agora me diga: você viu ele prestar conta de alguma coisa?”, questiona a pré-candidata ao governo Professora Maria do Carmo (PL).

Ela critica a falta de transparência da atual gestão municipal e comparou David Almeida a um pai que se endivida e esconde da família, até que ela perde sua casa.

“Essa casa se chama Prefeitura de Manaus. O pai que esconde a verdade é o prefeito mal avaliado. E a família somos todos nós, que pagamos com esforço nossos impostos, buscamos sempre manter a vida organizada, mas a prefeitura acaba quebrando toda cidade”, explica.

A Professora Maria do Carmo, que foi candidata a vice-prefeita nas eleições passadas e chegou ao segundo turno, destacou que, em março deste ano, o prefeito já havia solicitado um empréstimo de R$ 2,5 bilhões para investir na infraestrutura da cidade e nas ações de enfrentamento às chuvas.

“Quando chove, o que acontece? Alagamento pra todo lado. É o tipo de falsa promessa que chega a ser maldade com as pessoa que perdem tudo o que têm”, afirma em tom de indignação.

Recentemente, o prefeito solicitou a aprovação de um novo empréstimo à CMM, desta vez no valor de US$ 195 milhões, o equivalente a mais de R$ 1 bilhão.

“Real já ficou pouco pra ele. E sabe o que é pior? A justificativa no pedido de autorização do empréstimo enviada à Câmara Municipal diz que esse valor é para pagar dívidas internas. A gente não pode ficar assistindo nossa cidade, nossa casa, ser tomada pelas dívidas. Mudar é urgente. Mudar só depende da gente!”, finaliza Maria do Carmo.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura de Manaus reforçou que o empréstimo não representa aumento da dívida total do município, mas uma troca de passivos, com custo menor e maior prazo de amortização.

A gestão destacou ainda que o acordo com o Banco Mundial inclui uma cooperação técnica voltada a áreas estratégicas como bioeconomia, crédito de carbono, saneamento, construções sustentáveis e adaptação às mudanças climáticas, dentro do Programa de Parcerias de Investimentos de Manaus (PPI/Manaus).

*Com informações da assessoria

Leia mais: “O mundo não vai acabar”: Omar Aziz diz que mantém candidatura em 2026 com ou sem apoio de David Almeida

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