Lula é oficialmente empossado Presidente da República e é ovacionado ao fazer discurso

Posse foi formalizada no plenário da Câmara dos Deputados, em sessão solene comandada pelo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, neste domingo, 1º/1. Seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), também assinou a posse

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Na tarde deste domingo, 1º/1, Luiz Inácio Lula da Silva foi empossado no Congresso Nacional e assumiu o terceiro mandato como presidente da República. Seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), também assinou a posse.

A posse foi formalizada no plenário da Câmara dos Deputados, em sessão solene comandada pelo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD). Antes de iniciar os ritos da cerimônia, Pacheco pediu um minuto de silêncio em homenagem ao jogador Pelé e ao Papa Emérito Bento XVI, ambos falecidos na última semana.

Após a execução do Hino Nacional, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin cumpriram o rito de juramento em que assumem os compromissos constitucionais como chefes do Executivo.

Rodrigo Pacheco, então, declarou Lula empossado presidente, oficializando o início do terceiro mandato do petista.

Discurso – Em deu discurso de posse, onde foi ovacionado,  Lula fez questão de atacar o antecessor e, apesar de dizer que não pensa em vingança, não conseguiu esconder o ressentimento pelas condenações que o levaram a passar 580 dias preso.

“Não carregamos nenhum animo de revanche contra os que atentaram subjugar a nação a seus desígnios pessoais e ideológicos, mas vamos garantir o primado da lei”, destacou.

Lula disse que a democracia foi “a grande vitoriosa” das eleições deste ano, “superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu, as mais violentas ameaças à liberdade do povo, a mais abjeta campanha de mentiras e de ódio”.

Ao longo de sua fala, Lula ainda acusou o ex-presidente Bolsonaro (PL) de, entre outras coisas, “sistematicamente demolir” conquistas da democracia brasileira pós-Constituição de 1988.

“O grande edifício de direitos, de soberania e de desenvolvimento que essa nação levantou a partir de 1988 vinha sendo sistematicamente demolido nos anos recentes”, disse.

Lula também disse que a mensagem que seu governo queria passar ao país é de “esperança e reconstrução”.

Ele relembrou sua primeira vitória eleitoral, em 2002: “Eu disse naquela ocasião que a missão de minha vida estaria cumprida quando cada brasileiro e brasileira pudesse fazer três refeições por dia. Ter de repetir meu compromisso hoje, diante do avanço da miséria e do regresso da fome, que havíamos superado, é o maior sintoma da devastação que se impôs ao país nos anos recentes.”

O presidente falou que, em seus mandatos anteriores ficou demonstrado que uma pessoa da classe operária podia presidir o país com sucesso e que os mais pobres podiam ser considerados na hora das decisões do governo.

Lula criticou os decretos de armas e reforçou a necessidade de segurança e educação. “Estamos revogando os criminosos decretos de acesso a armas e munições que tanta insegurança e mal causaram as famílias brasileiras. O Brasil não quer e não precisa de armas na mão no povo. O Brasil precisa de segurança, de livros, de educação e de cultura para que a gente possa ser um país mais justo.”

Defendeu também ao Congresso Nacional a liberdade religiosa. “Reafirmo que, no Brasil, a fé pode estar presente em todas as moradas, nos diversos templos, igrejas e cultos. Neste país, todos poderão exercer livremente sua religiosidade.”

Lula disse que assume com “o compromisso de reconstruir o país e fazer um Brasil de todos e para todos”.

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Da Redação

Foto: Divulgação

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