O transporte de trabalhadores das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) pode ser afetado a partir desta sexta-feira (14) diante da possibilidade de greve dos profissionais que atuam no serviço de transporte especial, turismo e fretamento na capital. O movimento ainda não está confirmado e ocorre em meio a um impasse nas negociações salariais da categoria.
O alerta sobre uma possível paralisação foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Especial, Turismo e Fretamento de Manaus (Sindespecial). De acordo com o presidente da entidade, Josildo Oliveira, os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento de Manaus (Sifretam).
Segundo o Sindespecial, a oferta apresentada pelas empresas foi considerada insuficiente diante das reivindicações dos trabalhadores. Sem um acordo até o momento, a categoria avalia a possibilidade de cruzar os braços, o que pode atingir diretamente as rotas utilizadas diariamente para transportar funcionários das indústrias.
A eventual paralisação pode provocar impactos na rotina de trabalhadores que dependem dos ônibus fretados para chegar às fábricas e retornar para casa, principalmente nos horários de troca de turno.
O serviço atende empresas instaladas no Distrito Industrial e desempenha papel importante na logística de deslocamento da mão de obra do PIM.
Apesar da possibilidade de greve, até o momento não há confirmação de que o serviço será interrompido nesta sexta-feira. Novas tratativas entre as partes ainda podem ocorrer na tentativa de chegar a um acordo e evitar a paralisação.
Presidente do sindicato disputa eleição
Além de presidir o Sindespecial, Josildo Oliveira está na disputa das eleições de 2026. Ele é candidato a deputado federal pelo Republicanos no Amazonas.
Diante da atuação política do dirigente e da ameaça de paralisação durante o período eleitoral, O Convergente procurou o Sindespecial para obter mais informações sobre as reivindicações apresentadas pela categoria, o estágio das negociações e os motivos que levaram à possibilidade de greve.
A reportagem também questionou o sindicato sobre a existência ou não de qualquer motivação político-eleitoral relacionada ao movimento. Em retorno à equipe, o sindicato apenas acusou o recebimento da demanda, mas não respondeu os questionamentos. O espaço segue aberto.
O objetivo é esclarecer se a mobilização está restrita às reivindicações trabalhistas apresentadas pela categoria ou se existe algum outro componente envolvido na decisão de avaliar a paralisação.
Suframa é questionada sobre possível impacto
O Convergente também entrou em contato com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para saber se a autarquia foi oficialmente comunicada sobre a ameaça de greve e se acompanha a situação envolvendo o transporte dos trabalhadores do Polo Industrial.
Entre os questionamentos encaminhados, a reportagem perguntou se a Suframa pretende acompanhar as negociações, se há uma avaliação sobre possíveis impactos para as empresas instaladas no Distrito Industrial e se existe alguma articulação para minimizar eventuais consequências de uma paralisação.
Até o momento, o cenário é de negociação e expectativa. Caso a greve seja confirmada, a interrupção das rotas poderá atingir trabalhadores e empresas que dependem diariamente do transporte fretado para manter a operação dos diferentes turnos no Polo Industrial de Manaus.
O espaço permanece aberto para os posicionamentos das entidades procuradas.


