A disputa pelo Governo do Amazonas entra na reta final com a realização dos últimos debates entre os candidatos antes do primeiro turno das Eleições 2026. Entre os dias 22 e 29 de setembro, três emissoras vão reunir os concorrentes para confrontar propostas e discutir temas relacionados ao futuro do estado.
Devem participar dos encontros Omar Aziz (PSD), David Almeida (Avante), Roberto Cidade (União), Israel Munduruku (Rede) e Professora Maria do Carmo (PL). Cabo Daciolo (Mobiliza) e Gilberto Vasconcelos (PSTU), que também disputam o Governo do Amazonas, ficam fora dos debates por não atenderem ao critério de representatividade partidária no Congresso Nacional adotado para garantir a participação.
A legislação eleitoral assegura presença nos debates transmitidos por rádio e televisão aos candidatos cujos partidos tenham representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional. A participação das demais candidaturas é facultativa às emissoras. Para as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou uma tabela específica de representatividade partidária que serve de referência para os debates.
O primeiro dos três encontros está previsto para a próxima terça-feira, 22 de setembro, às 10h, promovido pela TV Norte Amazonas. Na semana seguinte, será a vez da TV A Crítica, que realizará o debate na segunda-feira, 28 de setembro, a partir das 20h30. Na TV A Crítica, o encontro terá duração prevista de duas horas e transmissão pela televisão aberta e pelo canal da emissora no YouTube.
O último debate informado antes do primeiro turno será realizado pela Rede Amazônica, no dia 29 de setembro, após a novela Quem Ama Cuida. O encontro encerra a sequência de debates televisivos prevista para os candidatos ao Governo do Amazonas.
Eleitores acompanham debates mesmo com voto definido
Mesmo entre eleitores que afirmam já ter escolhido um candidato, os debates continuam sendo vistos como oportunidade para conhecer propostas e acompanhar o posicionamento dos concorrentes na reta final da campanha.
Ayssa Carvalho conta que já definiu seu voto, mas considera importante acompanhar os confrontos, inclusive diante da possibilidade de segundo turno.
“Meu voto já está definido, mas gosto muito de assistir aos debates porque o cenário pode mudar. Na grande maioria das vezes temos segundo turno, então é necessário pensar e ter mais de uma opção caso o meu candidato não esteja. Acredito que até para criticar eu preciso saber o que o lado ‘oposto’ ao meu defende e quais são as principais propostas”, afirmou.
Ana Pinheiro também já escolheu seu candidato e avalia que os encontros ajudam a ampliar o conhecimento sobre quem disputa o cargo. “Os debates são importantes para nos ajudar a conhecer melhor os candidatos, esclarecer dúvidas, conhecer propostas e ver quais candidatos estão mais alinhados com a minha maneira de pensar e com as causas que apoio”, disse.
Para Felipe Silva, os debates não são determinantes para sua escolha, mas servem para acompanhar as prioridades apresentadas durante a campanha. “Não acredito que debates me ajudam a decidir meu voto, ele já está até decidido. Mas espero que o próximo governador foque principalmente no fortalecimento das políticas básicas, como educação e saúde”, declarou.
Socorro Duarte também afirma já ter definido o voto, mas considera os debates relevantes para os indecisos. “Sou bem resolvida politicamente e já decidi meu voto este ano, não pretendo mudar. Mas, para aqueles que ainda não decidiram, é uma oportunidade de conhecer os candidatos e as propostas e não desperdiçar o voto”, avaliou.
Debates chegam em período decisivo
Para o especialista Francisco Araújo, as últimas semanas de campanha costumam ter peso especial no processo de definição do eleitorado. Segundo ele, a primeira etapa da corrida eleitoral é marcada pela apresentação das candidaturas, de seus objetivos, propostas e principais apoiadores, enquanto a proximidade da votação tende a concentrar a atenção dos eleitores que ainda não fizeram uma escolha.
Araújo destaca ainda que, apesar do avanço do acesso à internet no Amazonas, rádio e televisão continuam ocupando espaço importante na circulação de informações eleitorais, principalmente fora das áreas centrais de Manaus e em comunidades do interior.
“Com a expansão da internet no Amazonas, graças à tecnologia da Starlink, que está alcançando todos os cantos do estado, é comum pensar que a TV e o rádio perderam força. No entanto, isso não é verdade. A TV e o rádio continuam a alcançar milhares de lares em todo o estado”, explicou.
Na avaliação do especialista, esses meios permanecem presentes especialmente entre públicos que mantêm o hábito de acompanhar telejornais, novelas e outros conteúdos da programação tradicional, fazendo com que os debates televisionados ainda funcionem como uma das vitrines da disputa eleitoral nas semanas que antecedem a votação.
Leia mais: Eleições 2026: Regra que impede prisão de candidatos entra em vigor neste sábado





