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sexta-feira, maio 24, 2024

Anne Moura se pronuncia após filiação de Marcelo Ramos no PT: “não aceito fazerem de conta que não sou pré-candidata”

A secretária nacional de Mulheres do PT defendeu a pré-candidatura a prefeita de Manaus e alegou que seguiu as regras internas para ser a escolhida pela sigla

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Ainda sem um nome definido para representar a sigla na corrida pela Prefeitura de Manaus, o Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas continua rendendo nos bastidores da política. Em entrevista para uma emissora local, nessa quarta-feira (3), a ex-candidata a vice-governadora Anne Moura deu detalhes sobre as tratativas internas do PT-AM e enfatizou que continua como pré-candidata a prefeita.

Como havia noticiado O Convergente, o PT-AM ainda não possui um nome certo para as eleições majoritárias. Nesta semana, os bastidores políticos apontaram que o ex-deputado federal Marcelo Ramos foi o escolhido pelo presidente Lula para disputar o pleito.

Durante a entrevista, a secretária nacional de Mulheres do PT Amazonas afirmou que é pré-candidata da sigla há quase um ano, mas que sempre deixou a disposição que os colegas políticos pudessem colocar o nome à disposição. “Eu não coloquei meu nome para demarcar nem para fazer firula. Eu estou em um processo de construção combinado com o presidente Lula e com a presidenta Gleisi [Hoffman]”, disse.

Em relação a possível pré-candidatura de Marcelo Ramos, ela comentou que ele é bem-vindo no partido, mas deixou claro que é pré-candidata a prefeita de Manaus. “O Marcelo me ligou ontem e ele é muito bem-vindo. Mas eu disse para ele, ‘eu sou pré-candidata’”, afirmou.

Sobre a pré-candidatura de Marcelo Ramos, a política destacou que ambos vão conversar para definir sobre o futuro político e a chapa que deve disputar as eleições municipais e representar o PT.

Problemas no PT-AM

Durante a entrevista, Anne Moura ainda afirmou que existe um problema interno no diretório municipal do PT, por essa razão que não houve o cumprimento de acordos sobre o pré-candidato.

“É preciso registrar que isso não tem a ver com o Marcelo, é um problema interno da falta de capacidade de resolução. Eu estou como pré-candidata há quase um ano e saí em seis pesquisas”, disse.

A secretária nacional ainda comentou que o problema interno é de conhecimento do presidente Lula e, com a demora para a definição de um pré-candidato, a direção nacional precisou agir.

“Mesmo assim, as pessoas locais, dirigentes, e esse é um problema interno que a gente tem, o presidente Lula sabe disso, não cumpriram com o acordo nacional, o que levou a nacional a escolher um nome”, afirmou.

Ela ainda destacou que está a espera de Marcelo Ramos para que ambos possam conversar sobre a chapa do PT e enfatizou que, atualmente, o PT-AM tem dois nomes para a disputa majoritária.

“A única coisa que eu quero é que seja respeitada a metodologia que foi estabelecida. Hoje o PT tem dois pré-candidatos: eu que saí da metodologia do PT e o companheiro Marcelo Ramos, que se filiou ontem pelo site pelo presidente Lula e presidente Gleisi”, pontuou.

Anne Moura ainda reforçou a pré-candidatura a prefeita de Manaus. “O que eu não aceito de forma alguma é fazerem de conta que eu não sou pré-candidata ou que eu não estou construindo”, disse.

Acordo interno

A pré-candidata ainda revelou que houve um acordo entre a direção nacional e o diretório municipal para a escolha do pré-candidato, ainda em 2023. “Estou em um processo de construção, inclusive, combinado com o presidente Lula e com a presidente Gleisi. Ocorre que outros companheiros foram colocando o nome e nós terminamos o ano em torno de seis pré-candidatos, o que levou isso à demora da decisão”, explicou.

Em detalhes, ela explicou que o acordo era a realização de uma pesquisa com os nomes que foram colocados em disposição e, aquele que apresentasse o melhor resultado seria o escolhido do partido. Segundo Anne Moura, o acordo não foi seguido.

“Faríamos uma pesquisa e dentro dessa pesquisa, quem se posicionasse melhor seria escolhido o nome como pré-candidato a prefeito. Eu segui a regra, fiz todo o processo, mesma condução da direção municipal toda atropelada, não conseguindo conduzir, não tendo uma linha de construção, eu segui todas as regras dentro do acordo”, pontuou.

Outro lado

O Convergente entrou em contato com o diretório municipal do PT sobre o possível problema interno que resultou na indefinição do pré-candidato. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Leia mais: Com intenção de disputar a Prefeitura em 2024, Anne Moura aguarda decisão do PT

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Por Camila Duarte

Ilustração: Marcus Reis

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