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domingo, junho 16, 2024

Entidades empresariais repudiam declaração do deputado Wilker Barreto

A falta de diálogo com as entidades representativas acerca da recomendação de órgãos de controle quanto a cobrança do passaporte vacinal por parte do deputado estadual, Wilker Barreto causou indignação aos empresários do setor de bares e restaurantes; indústria; comércio; atacado e varejo.

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A falta de diálogo com as entidades representativas acerca da recomendação de órgãos de controle quanto a cobrança do passaporte vacinal por parte do deputado estadual, Wilker Barreto (Podemos) causou indignação aos empresários do setor de bares e restaurantes; indústria; comércio; atacado e varejo.

Em uma carta de repúdio conjunta, a Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Associação Amazonense de Supermercados (AMASE), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL),  Federação do Comércio do Estado do Amazonas (FECOMÉRCIO) e Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) reprovaram a manifestação do deputado.

Publicação do deputado

Na carta, as entidades afirmam que vêm cumprindo com seu papel democrático e que desde o início da pandemia têm atuado, incansavelmente, para propor medidas de
segurança para toda a população. Para isso, inclusive, “adotou completos Protocolos de
Operação, com orientações rígidas para garantir a saúde e segurança de todas as pessoas,
como também serviram de referência para diferentes setores de nossa economia, além
de fornecerem seus equipamentos para campanhas/postos de vacinação”, afirma trecho da carta.

Confirma o documento: 

Os representantes das entidades apontaram ainda que apesar do elevado índice de contágio nesta terceira onda da Covid-19, não há um cenário de gravidade nos casos de infecção quando comparado as fases anteriores. Ressaltaram ainda que, a exemplo do que ocorre em outros países que já vivenciam a 4a e 5a ondas, a pandemia deve ser, em breve, considerada como uma doença infecciosa habitual.

“Lembrando que estar vacinado não garante o não contágio, mas evita a gravidade
da doença, dessa forma, uma pessoa pode estar vacinada e infectada com sintomas leves
ou assintomática e transmitindo o vírus, logo, não há efetividade na medida da
obrigatoriedade da apresentação da carteira de vacinação”, aponta trecho da carta.

“Além disso, é sabido que o Governo do Amazonas não tem medido esforços para
ampliar o índice de vacinação, que dispomos de vacina e esta tem se apresentado eficaz
combatendo a gravidade da doença, de maneira que não há de se falar de vidas em risco,
nem de sobrecarga de internações”, continua o documento.

Os representantes das entidades de classes reforçam que “por todas as razões expostas, o que se espera dos políticos (representantes do povo), sobretudo, em tempo de recessão econômica são posicionamentos pautados na razoabilidade, no equilíbrio econômico-financeiro, na harmonia social, entre outros princípios de igual relevância.

“O repúdio ao seu posicionamento é agravado ainda, não só por seu conteúdo carrasco e antidemocrático, mas pela forma que este foi concebido, sem a prévia discussão com os representantes das classes geradoras de empregos do nosso Estado. Temos certeza que o Exmo. Deputado não se lembrou daqueles que, com olhos em lágrimas estão entregando cartas demissionárias, e, também, daqueles que diuturnamente estão dando seu sangue para manter seus negócios em pé e pagando impostos escorchantes a que a atividade empresarial é submetida nesse País. Diante do exposto, as entidades signatárias lamentam a visão distorcida e a forma equivocada que o deputado se posicionou favorável a esse ponto da recomendação conjunta sem a prévia discussão com as entidades de
classe empresarial do Amazonas”, finaliza a carta.

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Da Redação

Fotos: Reprodução das redes sociais

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